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19/08/2020 às 08:27h

O poder Judiciário na pandemia

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Livre-se de seus processos, o próximo pode ser o seu inventário!

Que ano este! Tenho me recusado a dizer o número dele por entender que pode dar (mais) azar. Tudo saiu dos trilhos. E no poder judiciário não foi diferente. Advogados atendendo de forma remota; todos agora tem um aplicativo além do whatsapp para conferências virtuais. Os processos físicos estão “parados”. Os processos que já eram virtuais apenas recebem alegações de uma parte e outra e prepara-se para eventuais audiências. Audiências sendo efetuadas virtualmente. Noutros casos nem as audiências estão sendo realizadas. Nos fóruns e tribunais, os funcionários, juízes, desembargadores trabalhando virtualmente.

Ou seja, se no comércio em geral as coisas estão ruins: estabelecimentos fechando, demissões, falências, etc. Nas relações familiares estamos com perdas nos relacionamentos (sem contar as perdas de vidas pelo covid-19). E como se diz: nada mais será como antes. No judiciário não está menos calamitosa a situação.

Mas nem tudo se perde. Se noutros ramos estamos nos reinventando com entregas a domicílio, vendas pela internet, distanciamento público; no judiciário estamos com excelentes oportunidades de finalizarmos muitos processos.

Há tempos a moderna advocacia vem trabalhando com acordos e técnicas de conciliação, mediação e negociação. Um advogado que desconheça estas técnicas não mais pode ser considerado um advogado do século XXI. Um advogado que as conhecendo não aplica, é menos advogado.

As palavras chaves são: comunicar, conversar, dialogar, e tantos quantos sinônimos possamos dar à socialização para fins pacíficos e terminar desavenças.

Com a pandemia, precisamos muito mais de girar o capital. Dinheiro em processo não gera, e menos ainda gira, o comércio. Direitos paralisados no fórum não nos fará sair melhores da pandemia. Direitos não decididos ou com decisões a não saber quando serão prolatadas não nos melhorará em absolutamente nada. Será apenas mais um peso que teremos de carregar além destes acrescentados pela pandemia do covid-19.

Aprendemos que poderemos conversar de forma satisfatória o suficiente para que as pendências judiciais sejam finalizadas.

Imagine o leitor deste artigo que os 108.354 mortos (dados de terça-feira dia 18/08 às 13h) não resolveram pensão alimentícia, não acabaram com ações possessórias, não quitaram dívidas, não recuperaram empresas falidas, não solucionaram divórcios. Estes mortos terminaram os processos de guarda de filhos, e as visitas doravante serão nos seus túmulos.

Estes mortos na pandemia são apenas mais inventários no judiciário!

O ensino que esta pandemia tem a nos dar para nossa lida com o poder judiciário é aprender que nunca devemos perder a oportunidade de fazer um acordo; pelo contrário, devemos tentar por todas as formas livrar-nos destes processos que em sua esmagadora maioria podem ser solucionados por bons diálogos intermediados por bons profissionais.

Resolva seus problemas agora (dialogadamente), pois pode ser que noutro dia você esteja com mais um processo: seu inventário!

Ronaldo Galvão

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