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29/09/2020 às 15:51h

Senhores do Sorriso

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Recebi uma mensagem via internet onde uma pessoa falava sobre a importância do riso para a saúde. Dizia que se a pessoa ri sempre se livra do câncer, da diabetes, de um AVC e de todos estes males que atormentam a vida do ser humano na atualidade.

Então me lembrei de ter visto uma reportagem sobre sessões de riso que existiam no Japão. O sujeito saia do seu trabalho, depois de um dia exaustivo e, antes de ir para casa, passava por uma destas casas do riso. Pagava a sessão e ficava ali sentado por meia ou uma hora, rindo. Piadistas e palhaços contratados faziam o trabalho. Assim, ele se recuperava de um dia estressante e voltava para casa novinho em folha.

Me lembrei das gargalhadas que devo a Charles Chaplin, ao Gordo e o Magro, ao Mister Been, ao nosso Ronaldo Golias. Também me lembrei dos palhaços dos circos mágicos de minha infância. Uma infância sem tv nem cinema, onde a maior diversão eram as brincadeiras nos grandes quintais que toda casa tinha e que a grande alegria era quando o circo chegava na cidade. Era tempo de magia no ar. Os palhaços eram os que inauguravam o espetáculo. Sempre com aquela cara pintada, um nariz de bola vermelha, os cabelos arrepiados, uma roupa espalhafatosa e sapatos duas vezes maior que os pés. Era só entrarem no picadeiro para arrancar gargalhadas da platéia.

Minha terra, Pará de Minas teve um grande e famoso palhaço: Benjamim de Oliveira. Menino negro, pobre sem futuro, fugiu com o circo. Lá trabalhou de tudo até que seus dons foram notados e ele se transformou num grande palhaço, inovador da arte de fazer rir. Trouxe o teatro para o circo criando números espetaculares que ficaram na memória de quem teve a sorte de assistir.

Eu me lembro de um palhaço de minha infância: Delmário. Quando o circo onde ele atuava chegava ao Pará a fila era enorme para comprar ingresso. E os espetáculos eram sempre lotados.

Ele cantava: “Eu tinha uma vizinha, uma velha solteirona, a velha não parava de tocar uma sanfona. Nheco nheco nheco essa velha é de amargar. Nheco nheco nheco ela não para de tocar”.

Recentemente assisti ao filme O Palhaço de Shelton Melo. Maravilhoso! Ao final da sessão me levantei da cadeira e aplaudi.

Minha homenagem e admiração a todos os palhaços de todos os tempos!


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