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26/10/2020 às 07:51h

Caixa rejeita devolução de dinheiro para vítimas de golpe no FGTS

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Clientes da Caixa Econômica Federal que foram vítimas do golpe aplicado em suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) Emergencial enfrentam dificuldades para reaver o dinheiro. A instituição bancária tem rejeitado sistematicamente o ressarcimento aos que contestam a retirada irregular de recursos do FGTS. E não há explicações sobre a decisão no comunicado que formaliza a negativa.

A resposta que a Caixa tem dado individualmente às vítimas é padronizada: “...Informamos que o processo em questão foi finalizado, não indicando ressarcimento ao cliente. (....) Esclarecemos que a conclusão acima decorre da aplicação de critérios técnicos de análise de transações financeiras eletrônicas, que são restritos às áreas de segurança da Caixa e à Polícia Federal, devido ao sigilo desses critérios e para resguardar o sistema bancário”, diz o texto da conclusão de um dos processos.

Em outras palavras, a instituição alega que não encontrou irregularidades, que usou critérios técnicos, mas que não pode explicar que critérios são esses porque são sigilosos, e sugere que o cliente faça outra contestação.
Foi o que aconteceu com a contadora Stefanie Silva. Ela relata que descobriu a fraude no seu FGTS Emergencial no final de setembro. Ao fazer o cadastro no Caixa Tem, foi informada de que essa ação já tinha sido feita por alguém que colocou e-mail e telefone diferentes dos dela. Os golpistas tiraram os R$ 1.045 no início de setembro, dias depois que a Caixa os disponibilizou na conta, em 31 de agosto.

“Fui na Caixa nesse primeiro atendimento e me perguntaram se era o meu e-mail. Disse que não. Eles falaram que tinha um telefone cadastrado com o DDD 88 (estado do Ceará), sendo que o meu DDD é 31. Até falaram que iriam deixar porque ajudaria na investigação. Não eram os meus dados. O dinheiro foi retirado da conta via pagamento para uma transportadora e um boleto de bancos digitais. Foi um débito de R$ 1 mil e outro de R$ 45”, diz.

A contadora, então, fez uma contestação na Caixa e recebeu como resposta a negativa do banco, com as razões citadas no início da reportagem. Stefanie chegou a fazer um boletim de ocorrência, mas funcionários do banco disseram que isso "não faria diferença". Há uma outra reclamação aberta por ela em 7 de outubro, com prazo de resposta de 30 dias corridos. Enquanto isso, ela recorreu ao Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou o caso à Polícia Federal, que tem 120 dias para apurar os fatos. “Em paralelo, também, abri um processo no Juizado Especial Federal. Quero mesmo só a restituição”, afirma Stefanie.

Outra vítima do golpe do FGTS Emergencial, que preferiu não se identificar, afirma que fez a contestação da retirada irregular de recursos da sua conta e que recebeu como resposta a negativa da Caixa ao ressarcimento. "Os bandidos tiraram R$ 1 mil da minha conta fazendo um débito com um cartão em meu nome. Reclamei e me disseram que não vão me restituir o dinheiro, que usaram critérios técnicos pra tomar essa decisão, mas que esses critérios são secretos, não podem me revelar. Não entendo isso. Se eles têm provas de que tirei esse dinheiro, quero que me mostrem. É meu direito. Estou indignado, isso é golpe dentro do golpe", disse, acrescentando que abriu outra contestação ao débito e que espera resposta.

A própria Caixa, em nota enviada ao Estado de Minas, admite que não tem informado aos clientes as razões para negar o ressarcimento. “Por motivos de segurança, os dados de contestações e os critérios técnicos de análise de suspeitas de fraude não podem ser expostos ao público em geral, mas apenas aos órgãos policiais envolvidos nas investigações”.

A instituição afirma ainda na nota que “em caso de negativa do pedido, poderá ser solicitada a reanálise na agência” e que trabalha em parceria com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública na identificação de casos suspeitos e na prevenção das fraudes no pagamento do FGTS Emergencial e demais benefícios sociais.

Fonte: em.com.br

Foto: Rádio Espacial FM / Divulgação

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