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04/09/2021 às 08:57h

Minas já tem cinco casos da variante Mu, cuja resistência à vacina é avaliada

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O temor de que a nova cepa do coronavírus detectada em Minas seja resistente à vacina acende o alerta e aumenta a preocupação das autoridades de saúde. Em meio ao avanço da Delta – com 236 casos e mais uma morte confirmada ontem –, o Estado registrou casos da variante Mu, originalmente detectada na Colômbia. Por aqui, cinco registros já foram identificados. 

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a cepa como “de interesse”, o que significa que ela será acompanhada de perto pela agência. A Mu tem uma “constelação” de mutações que indica propriedades “potenciais de escape imunológico”. 

Ou seja, há sinais de que a cepa consiga “escapar” à resposta vacinal. “Ela se parece muito com a Beta, que surgiu na África do Sul e que mais escapa à resposta da vacina. Mas percebemos que, de janeiro até aqui, quando foi identificada, a cepa não conseguiu fazer frente à Gama e à Delta”, avaliou o infectologista, membro do Comitê de Enfrentamento à doença em BH, Unaí Tupinambás. 

O médico acredita que são necessários mais estudos, que vão mostrar se a Mu será mais agressiva ou infecciosa. “Para ela ser uma variante de preocupação, como a Delta e a Gama, por exemplo, precisa mostrar a que veio. Mas a gente acredita que não consiga fazer frente às outras variantes”. 

É preciso, porém, ficar atento aos cuidados e reforçar as medidas de controle contra o vírus. “Nós temos que aguardar e, claro, continuar monitorando o vírus, para ver se detectamos novas variantes. E, caso detectemos, adotemos medidas adequadas, reforçando o controle não farmacológico”, alertou. 

Surgimento
Desde o 1° registro na Colômbia, em janeiro, casos e surtos foram confirmados na América do Sul e na Europa. Em agosto, 39 países registraram contaminações pela cepa.

Na Colômbia e no Equador, a incidência da variante cresceu, chegando, respectivamente, a 39% e 13%.

Em Minas, dos cinco casos identificados, três são de Virginópolis e dois de Guanhães, na região Leste. Ainda não há informações se são casos importados ou se há transmissão comunitária no território mineiro. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) aguarda as análises das regionais.

Fonte: G1


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