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10/09/2020 às 08:30h

Onça-pintada ferida em incêndio no Pantanal volta a caminhar após aplicações de células-tronco: 'Bem mais ativa', diz veterinário

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A onça-pintada resgatada em 17 de agosto de um incêndio no Pantanal está se recuperando bem dos ferimentos e voltou a caminhar após iniciar o tratamento com células-tronco, em Corumbá de Goiás, na região nordeste do estado.

Segundo o veterinário Thiago Luczinski, especialista que acompanha o caso do animal no Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (Nex), a onça está bem mais ativa que antes.

A segunda aplicação de células-tronco aconteceu na terça-feira (8), 10 dias após o início do tratamento. A próxima etapa deve ser realizada nesta quinta-feira (10).

“Alguns pontos que foram aplicados já deram resultado, parte das feridas que estavam expostas já fechou, como o tendão e parte do osso”, conta o veterinário.

De acordo com Luczinski, o objetivo do tratamento com células-tronco é acelerar o processo de cicatrização das feridas, possibilitando que a onça-pintada retorne à natureza. No entanto, de acordo com o veterinário, ainda não é possível saber quando isso ocorrerá.

“É difícil prever o tempo para a melhora total, isso vai depender muito da evolução dela, a gente está dando todo o suporte que ela precisa e vai dela essa evolução. Não é possível ainda fechar uma data, como daqui um mês ou dois meses. O que dá pra falar é que a recuperação dela está sendo muito boa”, explica o veterinário.

Além das aplicações nas feridas, a onça ainda faz uso de medicações para dor e inflamação, antibióticos e curativos. Ela continua se recuperando em um recinto isolado e não fica próxima dos outros animais do criatório. O lugar é restrito e não tem circulação de pessoas, justamente para que a onça fique isolada e não se estresse.

Resgate e transferência

A onça-pintada foi resgatada de um incêndio no Pantanal no dia 17 de agosto, depois que equipes do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso foi informada que o felino apareceu em casas, fugindo do fogo.

Após o resgate, ela foi internada no Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres (Cempas), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e no dia 20 de agosto foi transferida para Goiás para iniciar o tratamento com células-tronco.

Fonte: G1

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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