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14/08/2020 às 10:10h

Visitas virtuais já são realizadas em 87% dos presídios e penitenciárias de Minas

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Em Caxambu, no Sul de Minas, uma presa, que há nove meses não recebia visita dos familiares que moram em São Paulo, pôde matar as saudades pela tela do computador. Do outro lado do estado, em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, um detento conheceu o filho recém-nascido durante a pandemia. Em Diamantina, na região Central, três irmãos conversam juntos com a família, reunida do lado de fora da unidade.

Em Caxambu, no Sul de Minas, uma presa, que há nove meses não recebia visita dos familiares que moram em São Paulo, pôde matar as saudades pela tela do computador. Do outro lado do estado, em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, um detento conheceu o filho recém-nascido durante a pandemia. Em Diamantina, na região Central, três irmãos conversam juntos com a família, reunida do lado de fora da unidade. 

Situações como essas foram possíveis com o projeto “A Esperança vem de casa”, criado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Com a iniciativa, os presos podem se encontrar com suas famílias por meio de chamadas de vídeo, já que as visitas estão suspensas temporariamente para evitar a propagação da covid-19 no sistema prisional.

Até o momento, 169 unidades prisionais contam com o serviço, o que representa um alcance de 87% dos 194 presídios e penitenciárias administrados pelo Governo do Estado. Até quinta-feira (13), cerca de 21 mil visitas virtuais já haviam sido realizadas.
 
Para viabilizar a iniciativa, o investimento da Sejusp foi de aproximadamente R$ 2,5 milhões, destinados à aquisição de equipamentos como computadores, webcams e modems, que foram enviados para todas as unidades prisionais de Minas Gerais.

Funcionamento

As visitas acontecem conforme a demanda de cada unidade prisional. Cada presídio e penitenciária realiza o levantamento sobre quem deseja realizar as visitas virtuais. O setor de Serviço Social entra em contato com a família para verificar a possibilidade do encontro. O parente também pode procurar a unidade prisional para manifestar o interesse e agendar a visita. Outras formas de contato entre familiares e presos estão mantidas no período de distanciamento social, incluindo as ligações telefônicas e o envio de correspondências. Por semana, a média é de cerca de 35 mil cartas recebidas e mais de 15 mil ligações realizadas em todo o estado.

Segundo o diretor-geral do Depen MG, Rodrigo Machado, a medida é temporária, mas será mantida em alguns casos específicos, mesmo após o retorno das visitas presenciais. “Por ter se mostrado uma ferramenta favorável à aproximação e ao restabelecimento dos vínculos familiares, a visita virtual permitirá, mesmo após o período pandêmico, a continuidade do contato de presos com seus familiares."

Alguns desses casos que poderão ser perpetuados incluem a longa distância entre a unidade prisional e a residência do familiar, o deslocamento do visitante idoso, a aproximação do detento ao familiar que se encontrar adoecido e impossibilitado de realizar a visitação presencial, entre outros.

Audiências

Os equipamentos usados nas visitas virtuais são os mesmos utilizados para as audiências judiciais, que têm acontecido por meio de videoconferências. Desde o início do período de distanciamento social, já foram realizadas 6.403 audiências judiciais via videoconferências, o que representa uma média diária de 92,8 sessões.

Fonte: Agência Minas
Foto: Rádio Espacial FM

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