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03/08/2022 às 07:21h

Produção industrial cai 0,4% em junho após 4 meses de crescimento

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A produção industrial brasileira caiu 0,4% em junho, na comparação com maio, interrompendo uma sequência de 4 meses de alta, segundo divulgou nesta terça-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a junho de 2021, a indústria recuou 0,5%, depois de o resultado de maio ter interrompido nove meses seguidos de queda no comparativo interanual.

No primeiro semestre, o setor acumulou queda de 2,2% e, em 12 meses, uma retração de 2,8% – pior resultado desde março de 2021 (-3,1%).

O resultado veio pior que o esperado. Pesquisa da Reuters estimava uma contração de 0,2% na comparação com maio.

A última queda da indústria havia sido registrada em janeiro (-1,9%).

O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que, mesmo com a sequência de 4 meses de crescimento até maio, a indústria não havia se recuperado da perda do primeiro mês do ano.

O que puxou a queda
Em junho, três das quatro grandes categorias econômicas e quinze dos 26 ramos pesquisados mostraram redução na produção.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (-2%), de metalurgia (-1,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,8%) e de outros equipamentos de transporte (-5,5%).

Do lado das altas, os destaques foram veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e indústrias extrativas (1,9%).

Dentre as 4 grandes categorias econômicas, 3 tiveram queda na passagem de maio para junho:

Bens de capital: -1,5%
Bens intermediários: -0,8%
Bens de consumo duráveis: 6,4%
Bens de consumo semi e não duráveis: -0,7%
Dos 26 segmentos pesquisados pelo IBGE, apenas 8 já retomaram o nível de produção pré-pandemia.

Alta de 0,9% no 2º trimestre
Apesar da queda no mês de junho, a indústria fechou o 2º trimestre no azul, na comparação com os 3 primeiros meses do ano, com alta de 0,9% — o terceiro trimestre seguido de crescimento nesta base de comparação.

"Há um contingente de aproximadamente 10 milhões de desempregados no país. A característica dos postos de trabalho que estão sendo criados aponta para uma precarização do mercado de trabalho e isso é refletido na massa de rendimento, que não está crescendo", destacou o gerente da pesquisa do IBGE.

Em meio a incerteza ainda elevada, a confiança dos empresários do setor industrial caiu em julho pela primeira vez em quatro meses, segundo sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feira para definir como fica a taxa básica de juros, que hoje é de 13,25% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é de mais um aumento de 0,5 ponto percentual, mas ainda há dúvidas sobre o fim do ciclo de alta da Selic.

Segundo a última pesquisa Focus do banco Central, a projeção do mercado para a inflação em 2022 foi reduzida de 7,30% para 7,15%. Já a previsão dos analistas para 2023 passou de 5,30% para 5,33%.

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, as reduziu a expectativa de crescimento para o próximo ano em meio

A previsão dos economistas dos bancos é que a economia brasileira cresça 1,97% em 2022, contra 1,93% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta passou de 0,49% para 0,40%.

A piora das perspectivas para o ano que vem decorre da perspectiva de manutenção de níveis elevados de inflação e de juros, além do aumento da incerteza política durante o período eleitoral e dos temores sobre a situação fiscal e credibilidade do Brasil, que foi abalada recentemente pela emenda constitucional que amplia e cria uma série de benefícios sociais, prevendo despesas fora do teto de gastos a apenas alguns meses das eleições presidenciais.

Fonte: G1
Foto: Rádio Espacial FM

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