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27/05/2022 às 07:51h

Comissão de Saúde da Câmara começa a ouvir envolvidos no caso do ‘instituto fantasma’ em Pará de Minas

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A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Pará de Minas já está investigando o caso do possível instituto fantasma na cidade que recebeu repasses governamentais de R$ 400 mil. Alguns envolvidos começaram a serem ouvidos nesta semana.

Conforme o Jornal da Cidade informou em primeira mão na última terça-feira (24), no início do mês de maio, o OSB – Observatório Social do Brasil – núcleo Pará de Minas protocolou um ofício na Promotoria de Justiça do Ministério Público denunciando o repasse para um instituto que afirmava prestar serviços hospitalares. A entidade só não recebeu mais uma grande quantia por problemas de documentação.

O que mais chama a atenção é que o Instituto, denominado de Hotfe, em seu registro e alvará de 2020, afirmava estar sediado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, situação que foi desmentida pelo provedor da entidade de saúde, Maurício Jardim.

No ofício encaminhado para o MP pelo OSB, outra situação que também levou à desconfiança foi que o Instituto Hotfe recebeu no mesmo dia de solicitação o alvará sanitário por parte da Prefeitura sem ao menos nenhuma equipe ter ido ao local para analisar as condições para funcionamento.

A denúncia feita pela OSB também foi feita à Câmara, que já começou a ouvir os primeiros envolvidos, inclusive pessoas que estavam cargos no HNSC e na área da saúde da Prefeitura, em 2019, ano dos fatos, como confirma o presidente da Comissão de Saúde do Legislativo, Carlos Roberto Lázaro (PODEMOS):

Clique e ouça Carlos Lázaro

Segundo Carlos Lázaro, após a conclusão sobre o caso, todo o material produzido será repassado para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O vereador informou que a comissão ainda não conseguiu localizar o representante do Instituto Hotfe que teria sede em Belo Horizonte, apesar que em outro documento estava constando que o endereço da entidade era o mesmo do HNSC. Um médico pará-minense seria membro da diretoria desse instituto:

Clique e ouça Carlos Lázaro

Nossa reportagem novamente tentou contato via telefone com o responsável pela entidade, porém nenhuma de nossas chamadas foram atendidas.

Já a Prefeitura de Pará de Minas, que na época fazia intervenção administrativa no Hospital Nossa Senhora da Conceição, ainda não se manifestou sobre os motivos que levaram o setor fiscal do poder Executivo municipal liberar um alvará com tanta rapidez no mesmo dia de solicitação do documento ao Instituto. O Ministério Público ainda não emitiu parecer.

Por Sérgio Viana

Fotos: Arquivo Espacial FM


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