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06/07/2020 às 08:24h

Vale informa que segue realizando ações em busca de recuperar o Rio Paraopeba

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O dia 25 de janeiro de 2019 ficará marcado para sempre na história do Brasil. Nesse dia, ocorreu o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, de responsabilidade da mineradora Vale do Rio Doce e que se tornou o maior crime ambiental já ocorrido no País, superando até o de Mariana, que teve as mesmas características, mas em menor proporção no ano de 2015.

Passados quase 18 meses, o rio continua inutilizado. Várias cidades, assim como Pará de Minas, sofreu com os impactos do rompimento. O Paraopeba, além de abastecer municípios, era também uma das atividades preferidas de várias pessoas, principalmente dos moradores do Distrito de Córrego do Barro, na zona rural de Pará de Minas.

Várias pessoas seguiam para as margens para simplesmente admirar as águas do rio e sua vida marinha, enquanto outras passeavam de barco, pescavam e até se banhavam com familiares e amigos no Paraopeba. O recurso hídrico também servia para tratar do gado.

Nessa semana, a Vale enviou ao Departamento de Jornalismo da Rádio Espacial FM, novas informações sobre a recuperação do Rio Paraopeba. De acordo com a mineradora, foi implantado um conjunto de ações que, ainda em 2019, impediram novos carreamentos de sedimentos para o rio e contiveram os rejeitos. Foram instaladas estações de tratamento, que já devolveram mais de 14 bilhões de litros de água cinco vezes mais limpa, em média, do que o limite estabelecido.

Em entrevista ao JC Notícias, Vítor Pimenta, gerente de meio físico da Vale, afirma que a empresa encontrou indicadores de que o Rio Paraopeba possa se recuperar do problema:

Clique e ouça Vítor Pimenta

A VALE informa que está monitorando 465 km de extensão do curso d'água, de Brumadinho a usina de Três Marias.

Implantado logo após o rompimento, o monitoramento da qualidade da água é fundamental para entender os impactos e determinar estratégias de recuperação. Além do rio Paraopeba, estão sendo monitorados dez de seus afluentes, o rio São Francisco e os reservatórios das usinas de Retiro Baixo e Três Marias.

A atividade é auditada pelo Ministério Público e está em fase de transferência para o Igam, conforme Termo de Compromisso firmado no ano passado. Ainda de acordo com a Vale, até o momento, já foram realizados cerca de 6,5 milhões de análises de água, solo e sedimentos em aproximadamente 45 mil amostras para análise de diversos parâmetros, como a presença de metais na água, pH e turbidez.

Por Sérgio Viana

Fotos Arquivo Espacial FM


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