Capa da Página Popularização da corrida aumenta o risco de lesões — saiba como evitá-las - Saúde - JC Notícias Capa da Página

Cadastre seu e-mail e receba nossas novidades

Icone IconeNotícias - Saúde

22/09/2026 às 09:43h

Popularização da corrida aumenta o risco de lesões — saiba como evitá-las

Facebook

A corrida de rua nunca esteve tão em alta. O número de praticantes e de provas cresce ano após ano, impulsionado pela busca por saúde, bem-estar e qualidade de vida. No Brasil, estima-se que quase 12 milhões de pessoas concluíram corridas de rua entre 2023 e 2025, e esse número tende a subir ainda mais. Mas junto a essa realidade vem a preocupação com o crescimento das lesões por sobrecarga, especialmente entre corredores iniciantes e amadores.

O problema não está na corrida em si, mas na forma como muitas pessoas começam a praticá-la, sem o preparo físico necessário. “A corrida é uma das atividades físicas mais democráticas que existem, basta colocar um tênis e sair de casa. Isso é excelente do ponto de vista da saúde pública, porque melhora o condicionamento, ajuda no controle do peso, reduz o risco cardiovascular, melhora o sono e a qualidade de vida”, observa o ortopedista Moisés Cohen, do Einstein Hospital Israelita. “Mas correr também é um gesto esportivo repetitivo, de impacto, que exige adaptação.”

A cada passada, o corpo absorve e devolve energia. Quando essa carga aumenta de maneira gradual, músculos, tendões, ossos e articulações conseguem se adaptar. O problema aparece quando a pessoa tem pressa em evoluir. 

As lesões costumam surgir porque muitos corredores estabelecem metas ambiciosas logo nos primeiros meses de treino, aumentando ao mesmo tempo a distância, a velocidade e a frequência das corridas, o que não é recomendado, sobretudo sem acompanhamento profissional. Entre as lesões mais comuns estão a dor na parte da frente do joelho (síndrome femoropatelar); a síndrome da banda iliotibial, conhecida pela dor na lateral do joelho; a canelite, a tendinopatia do tendão de Aquiles, a fascite plantar, as lesões musculares e as fraturas por estresse. 

Um dos principais erros entre corredores é acreditar que sentir dor faz parte do esporte. Mas existe diferença entre o desconforto esperado após um treino intenso e uma dor que indica o início de uma lesão. A dor muscular tardia costuma ser difusa, simétrica e desaparecer em até dois dias; já dores localizadas, que voltam sempre no mesmo ponto, pioram durante a corrida, alteram a passada ou persistem no dia seguinte, precisam ser investigadas. 

Outros sinais de alerta incluem inchaço, perda de força ou dor óssea bem localizada. “O corredor não precisa ter receio de toda dor, mas precisa respeitar a dor que muda a mecânica, se repete e progride”, orienta o médico.

Com informações HOJE EM DIA 

FOTO: Vitor Santos/Rede Social

Galeria de fotos

Clique nas imagens para ampliar: