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Atlético vence Unión, mas não consegue reviravolta e é eliminado da Sul-Americana

21/02/2020 às 09:24h

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Pareceu que seria possível, mas não deu para o Atlético na noite desta quinta-feira. Diante de um Independência com quase 17 mil torcedores, o time alvinegro venceu por 2 a 0 o Unión-ARG, com gols ainda no primeiro tempo, e deu mostras de que poderia mais, porém não conseguiu a goleada de que precisava e foi eliminado ainda na primeira fase da Copa Sul-Americana.

Pesou desfavoravelmente a goleada por 3 a 0 sofrida no jogo de ida, no último dia 6. A derrota em Santa Fé, na Argentina, obrigava o Atlético a buscar uma goleada no Horto. Por isso, o técnico Rafael Dudamel mudou o sistema tático e apostou numa formação que privilegiava os avanços dos laterais.

Com três zagueiros e três armadores, o Atlético iniciou muito bem o jogo desta quinta-feira. Otero, de falta, e Hyoran, de pênalti, marcaram ainda no primeiro tempo. Faltava apenas um gol para levar a decisão para os pênaltis. Mas, no segundo tempo, o Unión-ARG conseguiu se defender bem e manteve o placar que lhe garantiu a classificação. Festa da torcida argentina que saiu em peso de Santa Fé até Belo Horizonte.

Agora, o Atlético concentra atenções na disputa da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro.

O próximo duelo será contra o Afogados, quarta-feira (26), às 21h30, em Afogados da Ingazeira-PE, pela segunda fase do torneio torneio. Pelo Estadual, o Galo jogará no dia 1º de março, às 19h, contra o Boa Esporte, em Varginha.
Início dos sonhos

Como esperado em jogos no Horto, o Atlético pressionou o Unión-ARG nos primeiros minutos da partida. Imprevisível, na verdade, foi a escalação do técnico Rafael Dudamel. Sob pressão, o venezuelano resolveu modificar o sistema tático e testar novas peças na equipe titular. Ao invés de dois, escalou três zagueiros, e liberou os alas Guga e Guilherme Arana ao ataque.

Com a bola - cenário presente na maior parte do tempo na etapa inicial -, a equipe apostava nas subidas dos laterais e na armação dos meias, apesar de não ter facilidade para penetrar na defesa. O trio de armação, formado por Otero, Nathan e Hyoran, alternava de posição para confundir a marcação.

Faltavam, porém, finalizações com perigo. Eis, então, que apareceu Rómulo Otero. De longe, o venezuelano arriscou uma batida cheia de curva e venceu o goleiro Moyano, aos 15': 1 a 0. Foi o primeiro gol dele em cobrança de falta desde que voltou ao Atlético no meio de 2019, após defender por empréstimo o Al Wehda, da Arábia Saudita.

A empolgação da torcida alvinegra pelo gol quase cessou dois minutos depois, quando o Unión-ARG acertou uma finalização na trave. Por sorte, o rebote parou nas mãos do goleiro Michael, na principal chance de perigo dos argentinos na etapa inicial. Depois, o Atlético não tomou sustos e voltou a ter a bola.

Apesar de jogar o tempo quase todo no campo adversário, o Atlético não era tão eficiente para criar chances de perigo com a bola rolando. Mas, aos 26', Réver sofreu pênalti ao ser puxado na área. Sem Fábio Santos em campo, Hyoran assumiu a responsabilidade. E marcou: 2 a 0. Foi o primeiro gol do jogador em nove jogos com a camisa alvinegra.

Depois, o cenário do jogo pouco mudou. O Atlético seguiu com chances de perigo em lances de bola parada, tipo de jogada que originou os dois gols. Já aos 43', o time alvinegro chegou com perigo após trabalhar bem a bola. Soziho, Nathan recebeu perto da pequena área, mas finalizou mal e parou em grande defesa de Moyano.

Argentinos equilibram e mantêm o 2 a 0

A segunda etapa começou com um susto para a torcida do Atlético. Cabrera foi lançado na ponta direita, avançou livre e finalizou para defesa à queima roupa de Michael, que jogou para escanteio. Na cobrança, Guga, em cima da linha, afastou o perigo. Depois, os donos da casa retomaram o controle do jogo.

Após um dos vários laterais cobrados na área por Guga, a bola sobrou para Guilherme Arana, livre, no lado oposto. A finalização, porém, parou em mais uma grande defesa de Moyano, aos 12’. Com dificuldades para equilibrar as ações ofensivas, o Unión-ARG tentava fazer com que o jogo ficasse parado o máximo de tempo possível. Aos 17’, com problemas físicos, Réver precisou ser substituído. Iago Maidana entrou.

E a estratégia dos argentinos funcionou na primeira metade do segundo tempo. A bola ficou em jogo por menos tempo, e o número de paralisações por faltas era maior. Faltava um gol para o Atlético igualar o confronto. Com o passar dos minutos, a equipe alvinegra avançou ainda mais e passou a correr riscos maiores.

Aos 26’, Michael “bateu roupa” após finalização de longe e deu rebote nos pés do atacante do Unión-ARG. Muito atento, Igor Rabello salvou o Atlético e deu belo carrinho dentro da área para evitar o gol adversário. Claramente, o ritmo alvinegro caiu ao longo da etapa final. Cansado, o time tinha mais dificuldades para criar.

Já aos 36’, a torcida começou a entoar o “mantra” que embalou o Atlético nas viradas históricas das campanhas dos títulos da Copa Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil de 2014: “Eu acredito!”. A resposta veio do banco de reservas. Logo em seguida, Rafael Dudamel colocou o centroavante Ricardo Oliveira na vaga do lateral-direito Guga. Mas não deu. No fim das contas, os argentinos avançaram.

ATLÉTICO 2 X 0 UNIÓN-ARG

Fonte: Super Esportes
Foto: Alexandre Guzanshe / EM DA PRESS)


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