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01/04/2020 às 08:22h

Coronavírus: Zema prevê prejuízo bilionário e mantém estudo para reabertura de setores da economia

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, na noite desta segunda-feira (30), que a recomendação do Estado é manter os comércios fechados para o combate ao coronavírus, mas relembrou que a decisão compete às prefeituras. Além disso, o gestor declarou, nesta terça-feira (31), que a previsão é de que Minas sofra um rombo de R$ 7,5 bilhões neste ano devido aos impactos da pandemia. Nesta semana, o Governo de Minas estuda alternativas para a reabertura de empresas de setores estratégicos.

"Estamos apenas estudando (a reabertura). Até o momento, não houve nenhuma flexibilização. Não vamos tomar medidas precipitadas nem seremos submetidos à pressão de alguns grupos que querem uma reabertura talvez muito antes da hora. É hora de proteger a população contra o coronavírus. É hora de preservar vidas", afirmou o gestor, em vídeo postado no microblog Twitter.

Apesar disso, o governador reconheceu que há realidades distintas no Estado, com cidades pequenas sem casos da Covid-19 em contraste com outras, com aspectos opostos. Por isso, ele afirmou que acompanha o número de enfermos "hora a hora" e que "estará considerando" a possibilidade de reabertura.

De toda forma, Zema foi claro ao lembrar que a autoridade para cassação ou liberação de alvarás nos municípios é das prefeituras. "Eu posso orientar, mas a decisão final é dos prefeitos. Mas a nossa orientação, no momento, é de que mantenhamos as restrições", disse.

Estudo aponta setores que devem reabrir

Já em entrevista à TV Globo Minas, na tarde desta terça-feira, Zema informou que os setores que poderão ser reabertos estão sendo definidos de acordo com suas especificidades. Como exemplo, o gestor contrapôs um estabelecimento onde trabalham duas pessoas em um espaço de 10 m² com outro que funciona como cinema e recebe 800 pessoas. "Não vão ter o mesmo tratamento", disse.

Entre os setores elencados como essenciais, Zema citou as assistências técnicas (ou oficinas mecânicas) na entrevista desta tarde. Na postagem de segunda-feira (30), o governador ainda havia incluído as lojas de peças para caminhões.

"Se o transporte de carga parar, vai parar o transporte de alimento. Outro setor que eu solicito também que permaneça aberto é aquele que dá suporte à agricultura e à pecuária", afirmou, relembrando que o produtor rural necessita do adubo e da vacina para continuar seu trabalho.

"Não estou reabrindo lojas de perfumaria, de calçados ou de joias, isso tudo pode aguardar – e vai aguardar num segundo momento. Mas o que é essencial ao ser humano eu não vou deixar faltar. Daqui a pouco o alimento fica escasso e mais caro, tenho certeza que não é isso que a população quer", completou.

Rombo bilionário

Também em entrevista à emissora de TV, Zema informou que a arrecadação estadual prevista para este ano será cerca de R$ 7,5 bilhões menor. Segundo ele, a expectativa é de que a redução seja grande já em abril. O gestor explicou que o valor representa duas folhas de pagamento do Estado. "Pode comprometer ainda mais nossas finanças, que já estão bastante ruins", declarou.

Questionado se a queda na arrecadação atrapalhará o pagamento dos servidores, Zema considerou "prematura" a avaliação e pediu para que seja aguardado até o dia 15 (de abril), data em que entram recursos no caixa estadual.

Zema também foi perguntado sobre o estoque de equipamentos de proteção individual (EPI's), como máscaras para os profissionais de saúde em Minas. Segundo ele, pode haver "alguma falta em algum lugar do Estado", mas é "questão de dias para que esse fornecimento melhore muito e volte a ser normalizado". A normalização, segundo ele, virá com a produção por parte de presidiários e com a adequação de "várias indústrias" para a fabricação dos itens.

Fonte: Hoje em Dia

Foto: Reprodução/ TV Globo /


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