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28/07/2022 às 21:26h

Animais famosos

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Atualmente tenho dedicado a leitura simultânea de três obras literárias bem distintas. Uma, “Pancho Villa, uma Biografia”, trata do camponês revolucionário que colaborou muito na Revolução Mexicana; uma obra muito bem estruturada escrita pelo biógrafo Paco Ignacio Taibo II da editora Planeta. No “Em Nome de Roma” Adrian Goldsworthy (editora Crítica) conta a história de grandes generais que foram para as linhas de frente das batalhas para formar, manter e ao final deixarem ruir o Império Romano. Por fim não poderia deixar minha querida Hannah Arendt de lado; dela tenho feito releituras especialmente de “Entre o Passado e o Futuro” da editora Perspectiva, onde trata de vários conceitos muito importantes como Autoridade, Liberdade, Verdade, etc.

Mas o que me chamou a atenção foi um singelo detalhe comum às três obras: Pancho Villa, sempre fotografado sobre um cavalo, e seu biógrafo a todo momento informando que ele roubava estes animais para enfraquecer seus adversários, e a importância deles nas suas aventuras; os generais romanos, ora usavam pombos, ora cães e cavalos para levarem mensagens de suas beligerantes empreitadas para Roma; Goldsworthy narra que Aníbal Barca orientou seu general Asdrúbal a colocar tochas amarradas nos chifres de dois mil touros para enganar os adversários romanos, dando a impressão de ter um exército muito maior. Hannah por sua vez, menciona o seu conceito de animal laborans e trabalha esta versão do animal político de Aristóteles.

Estas referências me levaram ao sofá, e de olhos fechados e uma infinidade de imagens passaram pela minha mente: Os animais famosos da história geral. Apresento ao leitor o que lembrei, e minha nem tão ligeira escrita, conseguiu anotar:

As imagens iniciaram com os deuses gregos e os animais que cada um tinha como representação: Zeus com a águia; Posseidon e seus cavalos denominados Hipocampos; Ares com o Javali; a coruja de Atena; Dionísio (romano Baco) e a pantera; Hermes com cobras entrelaçadas em seu caduceu (que não são as mesmas do símbolo da medicina) e as asas em suas sandálias; as corsas (cervos) de Ártemis; Afrodite com as pombas; Hera tinha dois animais: a vaca e o pavão. Os demais deuses, que eu saiba, não tinham animais significativos. Lembrando que do cão Cérbero não pertencia a Hades, mas sim, um auxiliar nas portas do mundo dos mortos. Os centauros, os sátiros e até mesmo, Medusa, eu não os considero animais propriamente ditos pelos caracteres humanos que cada um deles tinham.

Menciono aqui, de passagem, os “animais-deuses” dos egípcios: o chacal ou cachorro de Anúbis, Hórus com o falcão; Bastet e o gato, dentre outros menos conhecidos. Na Índia, além da vaca, outros também são adorados. Por falar em deuses, o “bezerro de ouro” deu muita confusão no Antigo Testamento. Dentre as “Pragas do Egito” temos rãs, piolhos, moscas, gafanhotos e morte de animais domésticos. Dos bíblicos me chamaram a atenção o burrinho que Jesus usa para entrar em Jerusalém e os vários monstros do apocalipse.

A loba é de importância crucial para o mito que afirma que Rômulo e Remo foram criados por uma, e posteriormente fundaram a imortal cidade de Roma.

Perdido ainda nos meus pensamentos, passei a assimilar aninais na antiguidade: Pégaso, com seu fabuloso nascimento do sangue da Medusa quando Perseu a decapita. Lembrando que Perseu nunca montou este animal, ao contrário do que Hollywood mostra. Apenas Belerofonte o cavalgou. Os elefantes de Xerxes contra os espartanos, foram vistos por Heródoto como demônios saídos dos infernos. Também desconhecidos por Alexandre o Grande, os elefantes causaram terror. Posteriormente, eles foram utilizados contra Roma por Aníbal; mas depois os Romanos os adotaram, e nas Guerras Púnicas fizeram uso do paquiderme. Assim, minha mente passou para o cavalo de Alexandre, Bucéfalo, que deu nome a uma cidade. Calígula, posteriormente pretendeu dar o título de césar ao seu cavalo Invictus. Na guerra, conta-se (parece ser um mito) que Gengis Kan mandou atear fogo em cestos amarrados em milhares de cavalos e estourar a cavalgada no sentido do acampamento inimigo para incendiar o local.

Marengo foi de Napoleão Bonaparte e está empalhado e exposto no Museu de Londres, mas o seu famoso “Cavalo Branco” era chamado de Vizir.

Um famoso cavalo da literatura é Rocinante: desnutrido, cheio de carrapatos e sarna, além de manco, suportou as aventuras de Don Quixote. Também a cabritinha que sempre acompanha Esmeralda na obra O Corcunda de Notre-Dame de Victor Hugo. O gato no colo de Vito Corleone (O Poderoso Chefão) é uma cena icônica. Temos ainda o Gato de Schrödinger, que nem penso em explicar aqui.

A cobra de Cleópatra não pode ser esquecida. Mas tenho de fazer um breve resumo desta víbora: quando Cleópatra e Antônio estavam praticamente derrotados, planejaram as suas mortes. Antônio, vangloriando de sua vida militar, disse que debruçaria sobre sua espada. Mas sua amante queria permanecer bela após a morte. Após muitas pesquisas descobriu aquela serpente não alteraria seu plácido semblante após o último ato. Não esqueçamos da cobra que gostava de maçãs e ofereceu uma à primeira mulher, Eva.

Mas os cães foram sempre os favoritos e os que mais se destacaram. Na segunda grande guerra, de um lado estava Adolf Hitler com o seu pastor alemão, Blondi que até mesmo contra a vontade de Eva Braun, dormia na mesma cama do ditador. Hitler teve o cuidado de também ministrar veneno ao seu cão quando se mata no bunker. De outro lado, os aliados tinham o Rufus de Churchil; Rossevelt com Fala; De Gaule com Rasemotte e Stalin com um da raça Black Russian Terrier.

Vladimir Putin é um amante dos cães, pese ter sido visto até com ursos, hoje ladeiam o líder russo: Pasha, Veni, Yume, Buffy e Komi.

Mas ninguém poderia ser recordista em cães, senão a longeva Rainha Elizabeth II. Segundo consta, durante sua vida ela possuiu mais de 30 cães da raça Welsh Corgi Pembroke.

Atento a redação deste texto, está de olho em mim, Snow: meu gordinho vira-latas com sangue de yorkshire. O seu nome é inspirado em Jhon Snow da casa Stark que tinha o lobo como símbolo, na famosa série Game Of Thrones.

Por Ronaldo Galvão


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