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20/05/2021 às 10:18h

Arte longa, vida breve

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"Estou indiscutivelmente feliz. Lamento não ter tido maturidade há mais tempo para entender que a felicidade estava em admitir a simplicidade da vida que me foi dada. Por ora, vivo como nunca vivi antes. Feliz no tempo presente”.

Trecho do livro “Credo, que delícia!”, José Roberto Pereira.

O lançamento do livro de José Roberto Pereira “Credo, que delícia!”, desde a capa, supera todas as expectativas e ultrapassa a sensação esperada pela leitura do título. É muito mais que uma delícia. Com delicadeza e atenção aos detalhes, o livro é uma união não apenas de crônicas e contos, mas de tudo aquilo que vivemos de melhor quando não há ninguém nos olhando. Situações rotineiras, demonstrações de carinho e muito humor estão presentes nesse compilado de vivências que arrancam risadas e provocam reflexões sobre a maneira como nos relacionamos com nossos momentos diários.

A produção literária também é uma prova de que tanto a arte quanto o artista resistem. Eles resistem não apenas durante o período em que vivemos. É evidente que novas dificuldades surgiram no contexto da arte durante a pandemia. Eles também resistem a todos os desafios da atualidade. Beneficiado pela Lei Aldir Blanc/Minas Gerais e com selo da editora Mosaico, José Roberto Pereira divide com o leitor – sem custo algum – o seu olhar sobre o mundo, visando estimular leitura como uma das principais ferramentas responsáveis pela emancipação do ser humano e como ferramenta de aprimoramento do senso crítico. Por essa ótica, partindo da distribuição gratuita do livro “Credo, que delícia!", que conta com linguagem acessível e muito humor, somos instigados a conhecer novas histórias e a nos reconhecer em cada página do livro. E é por isso que sua produção também é pura poesia. Poesia que toca cada um de nós, despertando nossos sentimentos em cada entrelinha, na descrição de acontecimentos cotidianos e nas fotografias escolhidas. Com leveza, nos aproximamos do autor e de sua arte e nos emergimos em recordações. José Roberto Pereira traz consigo não apenas histórias que nos entusiasmam, mas que também nos inspiram, como bem escreveu Malluh Praxedes, responsável pelo texto que está na “orelha” do livro.

Não é precoce a afirmação de que “Credo, que delícia!” será sucesso garantido nas mãos de quem o pegar para lê-lo. O autor se empenhou em dar atenção a cada detalhe da obra. Atenção que, à vezes, não damos ao nosso dia a dia porque estamos ocupados demais para notar a vida borbulhando em nosso entorno. Ao ler “Credo, que delícia!”, somos lembrados, a cada conto ou crônica, que a vida é breve; mas a arte, longa e transformadora. Ela se torna um lembrete de que vivemos, todos os dias, criando inúmeros motivos para sermos felizes.“Feliz no tempo presente”, como escreveu o autor no conto “Amar sem tempo verbal”.                

      


Por Rita de Cássia Santos Soares

(Ex-aluna de José Roberto Pereira / Colégio Sagrado Coração de Maria / Pará de Minas)  


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