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12/04/2021 às 08:47h

Quem somos nós?

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Angela Leite Xavier


Estou assistindo via Netflix, a saga do grande guerreiro turco Ertugrul, a luta para reunir seu povo nômade num lugar que fosse seu, onde pudesse criar suas famílias e viver em paz e justiça, segundo suas tradições e sua fé.

Esta força criou várias nações pelo mundo afora com a sensação de pertencimento e poder.

Então fico pensando no Brasil e em outros países que foram colonizados. Somos muitos, muitas raças e culturas que se misturaram. A grande maioria dos países da América, a maioria indígena continua subjugada e menosprezada por uma minoria descendente dos conquistadores. Eles conservam seu idioma, muitas formas de se organizar em sociedade, mas são sempre reprimidos, sua identidade é menosprezada sendo que aí está sua força de resistência.

E nós, brasileiros? Quem somos? Eu mesma sou descendente de portugueses que aqui chegaram em busca de riquezas, conquistaram e se misturaram com os povos originários desta terra. Depois trouxeram os africanos para trabalhar para eles, na marra! E nova mistura racial e cultural se deu.

Estas três raças, fundamentais na formação do povo brasileiro deixaram seu legado em nossa cor, em nossos costumes, em nossas crenças. Mesmo estando sob o jugo português, as culturas indígena e africana se mantiveram como parte intrínseca da cultura brasileira.

A partir do século XIX, chegaram aqui outros europeus como imigrantes: italianos, poloneses, japoneses, alemães, turcos, sírios e libaneses. Estes povos saíram de seus países em busca da paz e de uma vida melhor, coisa que não que não tinham em seus países de origem. E nova mistura se deu neste caldeirão racial em que se tornou o Brasil. Um detalhe significativo: a supremacia sempre foi para aqueles de origem europeia.

Hoje os povos originários desta terra continuam lutando pela sua sobrevivência física e cultural. Os descendentes dos africanos, que trabalharam na construção deste país, continuam lutando pela igualdade e oportunidade de viver como cidadãos desta terra.

Apesar de tantos pesares eu ainda acredito que neste caldeirão racial está o embrião de um país plurirracial e pluricultural, sem preconceitos e discriminação.

Ainda que leve um tempo, ainda que soframos destruições e repressões, haveremos de ressurgir e liderar um novo modo de vida onde a natureza e o ser humano poderão viver em paz e evolução, onde cada cultura possa dar sua contribuição, seus conhecimentos para o advento de um novo tempo.

Será real a “Terra sem Males” dos povos Guarani?





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