15/06/2026 às 08:54h
O pagamento do primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2026, no fim de maio, e a previsão dos próximos acertos se transformaram em iscas usadas por criminosos para aplicar golpes em contribuintes. Por meio de mensagens de WhatsApp, SMS e e-mail, bandidos acionam alvos em potencial com a promessa de liberar valores, antecipar a devolução ou regularizar supostas pendências junto à Receita Federal. Especialistas alertam, porém, todo cuidado é pouco com qualquer tipo de abordagem, já que os contatos costumam ser falsos e têm como objetivo obter dados pessoais das vítimas, senhas e até transferências bancárias. Grupo prioritário para recebimento da restituição, idosos, pessoas com deficiência e professores são o público mais visado. No país, o número de contribuintes com direito à restituição chega a 8,7 milhões.
De acordo com a gerente de Prevenção a Fraudes do Banco Mercantil, Lívia Silva, uma das principais estratégias dos golpistas é criar um senso de urgência para pressionar a vítima a tomar decisões sem pensar.
“Os criminosos costumam explorar momentos em que as pessoas aguardam algum benefício financeiro para criar um senso de urgência e induzir decisões precipitadas. Por isso, é fundamental verificar qualquer informação diretamente nos canais oficiais e nunca compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados bancários em ligações, mensagens ou links recebidos de terceiros”, afirma.Entre as fraudes mais comuns estão mensagens informando que a restituição está disponível para saque imediato, avisos sobre supostas inconsistências na declaração e ofertas de antecipação do valor com condições consideradas vantajosas. Em muitos casos, os links direcionam para páginas falsas que imitam o portal Gov.br ou os sites de instituições financeiras.
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