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15/07/2020 às 09:00h

Escolas particulares recebem orientações para retorno das aulas presenciais em Minas

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Distanciamento de pelo menos um metro, uso obrigatório de máscara, rodízio entre os estudantes, interdição dos bebedouros e aulas em ambientes abertos, como quadras esportivas. Essas são algumas das recomendações propostas pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SinepMG) para o retorno das aulas presenciais. O documento com todas as diretrizes, que possui 32 páginas, foi apresentado nesta terça-feira (14) para os diretores das instituições privadas do Estado. 

Por causa da pandemia do novo coronavírus, mais de um milhão de alunos da rede particular, do ensino básico ao superior, estão afastados das escolas e faculdades. Por enquanto, ainda não há previsão dos órgãos municipais e estaduais de quando os estudantes vão poder retomar às aulas presenciais. No entanto, o Sinep distribuiu o documento para que as escolas se organizem e façam os ajustes necessários para quando as governantes autorizarem a abertura das unidades de ensino.

Presidente do sindicato, Zuleica Reis destaca que não quer pressionar o governador Romeu Zema (Novo) nem o prefeito Alexandre Kalil (PSD) para liberar o funcionamento das escolas. "Não estamos querendo forçar nada. Sabemos que estamos no pior momento da pandemia, mas queremos que elas tenham condições de formular e colocar em prática tudo o que for preciso para que possam funcionar quando forem autorizadas", explicou.

Por isso, durante assembleia com todas as instituições particulares, o documento com as orientações foi apresentado. Ele foi formulado em conjunto com a Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções (Ameci) e, além de medidas sanitárias para evitar a contaminação pelo vírus, também traz orientações de como as escolas podem tratar a saúde mental, socioemocional e física dos alunos.

Recomendações

Conforme Zuleica, são diretrizes básicas e cada instituição tem autonomia para adaptar para a sua realidade. Uma das propostas, que deve ser avaliada por cada escola, é o escalonamento dos estudantes. Em um dia, metade dos estudantes comparece às aulas presenciais enquanto o restante da turma assiste a mesma aula pela web. "Cada unidade de ensino tem as suas particularidades", frisou.

Dentre as recomendações está o rodízio de horários de entrada, saída e recreio para evitar aglomeração; fixação de adesivos no chão para marcar a distância entre cada pessoa; lanches e refeições na própria sala de aula e higienização mais frequente de todos os espaços.

Além disso, os professores e funcionários com qualquer sintoma do novo coronavírus devem ser afastados do trabalho. Já aqueles que fazem parte do grupo de risco não devem retornar para as atividades presenciais. O Sinep garantiu que apresentou todas as propostas ao Comitê de Combate à Covid estadual no último dia 7.

Representantes da Prefeitura de BH, no entanto, ainda não receberam o sindicato para discutir a questão. "Sabemos que não é o momento de abertura das escolas, que estamos na zona vermelha. Mas queremos ter a oportunidade de apresentar o documento para o prefeito Alexandre Kalil. Mas, até hoje, ele não nos recebeu", lamentou Zuleica.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (Smed) afirmou que "preza pela qualidade do ensino, mas em primeiro lugar pela saúde e segurança dos nossos estudantes e, por isso, aguarda autorização do Comitê de Enfrentamento da Pandemia do Covid-19 para o retorno das aulas presenciais. No caso da rede pública, assim que as autoridades sanitárias autorizarem a volta às aulas, conforme redução da taxa de contágio e transmissão da doença, publicaremos o protocolo de reabertura das escolas".

A secretaria informou que não recebeu a sugestão de protocolo do Sinep, mas imagina "que deve ser muito semelhante ao que está em construção pela própria Prefeitura. Isto porque os membros do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 também são da Associação que instruiu as ações de prevenção ao Sindicato e porque os protocolos adotados no mundo e que serão implementados a partir de setembro em cidades que já superaram o pico da epidemia são muito parecidos".

Fonte: Hoje em Dia

Foto: Pixabay

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