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13/05/2022 às 15:05h

Musk diz ainda estar comprometido com compra do Twitter após anunciar suspensão do acordo

Facebook

Depois de afirmar no início da manhã desta sexta (13) que havia temporariamente suspendido a compra do Twitter, o bilionário Elon Musk afirmou que "ainda está comprometido com a compra" da rede social.

As duas afirmações foram feitas no próprio Twitter.

"O acordo (para a compra) do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários", afirmou, em um post na rede social.

"Ainda comprometido com a compra".

Depois da mensagem, as ações do Twitter caíram em torno de 20% nas negociações pré-mercado da bolsa dos EUA, segundo a France Presse. Na abertura das negociações, a queda no valor das cotas da empresa era de 10,98%.

No final de abril, o homem mais rico do mundo anunciou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).

Criada em 2006, a plataforma tem mais de 217 milhões de usuários mensais.

O negócio tem sido alvo também de contestação de acionistas. No último dia 6, Musk e a rede social foram processados ​​pelo Orlando Police Pension Fund, um fundo de pensão da Flórida, que busca impedir o magnata de concluir a compra da empresa de mídia social antes de 2025.

A compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk levantou diversas perguntas sobre o futuro da rede social e sobre a transação em si. Dentre elas, de onde virá o dinheiro que será usado para a concluir a transação de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).

Em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos no dia 21 de abril, Musk disse que tem compromissos com o banco Morgan Stanley para obter dois empréstimos, um de US$ 13 bilhões e outro de US$ 12,5 bilhões, uma soma de US$ 25,5 bilhões.

O valor deste crédito foi confirmado em outro documento da SEC divulgado na segunda-feira, que consolidou o acordo.

O negócio bilionário, aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração do Twitter na segunda-feira (26), ainda precisa ser aprovado por acionistas da empresa e por órgãos regulatórios, mas a previsão é que seja concluído ainda neste ano.

No mesmo registro, o bilionário se compromete a destinar até US$ 21 bilhões de sua fortuna pessoal para completar a operação, mas não detalha de onde vai sair esse dinheiro.

Musk poderia vender ações da Tesla para arrecadar dinheiro – o que talvez prejudicasse o preço das ações da companhia. Por outro lado, a revista "Forbes" observa que o bilionário já usou mais da metade de sua participação na Tesla como garantia de outros empréstimos.

Novos e antigos sócios
Outra forma de Musk pagar pelo acordo seria buscar investidores que se juntem à sua proposta, comprando uma participação no futuro do Twitter.

Em dois momentos, o homem mais rico do mundo deu pistas de que pode trabalhar com os investidores atuais do Twitter. Em carta ao conselho da companhia, ele afirma que poderia "explorar opções que permitam aos acionistas existentes investir a totalidade ou parte de seus rendimentos na transação".

Em uma entrevista dada há algumas semanas, Musk disse que gostaria de manter "tantos acionistas quanto possível" para uma companhia de capital fechado. Segundo a legislação americana, após a compra o Twitter pode ter até 1.999 sócios.

Nesse caso, alguns dos principais acionistas da companhia se juntariam a Musk na oferta. No documento, o bilionário informa que esses acordos devem ser feitos de forma separada – e não descreve os termos de cada negociação.

Os dois executivos costumam conversar sobre criptomoedas no Twitter e trocaram elogios públicos em diversas situações. Em janeiro de 2020, Dorsey convidou Musk para um evento com colaboradores da rede social. Na ocasião, o bilionário deu dicas de como melhorar a plataforma.

O bilionário Elon Musk disse no último dia 10 que voltaria atrás na suspensão de ex-presidente americano, Donald Trump, do Twitter. Para Musk, que ofereceu US$ 44 milhões para comprar a rede social, houve um erro da plataforma ao agir dessa forma em relação a Trump.

"Eu reverteria a suspensão permanente [de Trump]", disse Musk em conferência do Financial Times. O magnata deixou claro que a transação com o Twitter ainda não foi concluída e, por isso, não é certo que o banimento será revogado.

Musk disse que ele e Jack Dorsey, cofundador do Twitter, concordam que não deve haver banimentos permanentes na rede social. "Não foi correto banir Donald Trump. Acho que foi um erro", continuou Musk.

O ex-presidente americano foi suspenso do Twitter e de outras redes sociais após seus apoiadores invadirem o Capitólio dos EUA em janeiro de 2021 para questionar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial. O Twitter apontou que Trump foi suspenso devido ao risco de incitação à violência.

O banimento do perfil de Trump do Twitter "alienou uma grande parte do país", opinou Musk sobre os EUA. "Isso não acaba com a voz de Trump. Isso a amplifica entre a direita. É por isso que é moralmente errado e totalmente estúpido", continuou.

Suposto viés à esquerda

Musk também afirmou que é preciso diminuir um suposto viés de esquerda na moderação do Twitter.

"Eles vêm de um ambiente que é muito à esquerda", disse o bilionário sobre funcionários baseados em São Francisco, nos EUA. "Mas falham em construir confiança no resto dos Estados Unidos e talvez em outras partes do mundo".

Quando o acordo para compra do Twitter foi anunciado, Musk disse que pretende ampliar o espaço para liberdade de expressão na rede social. Ele também afirmou que pretende abrir o algoritmo para revisões de terceiros e autenticar todos os usuários reais para acabar com bots e contas de spam.

Trump já declarou que não voltaria à rede social mesmo que sua conta fosse restabelecida. Depois de o Twitter anunciar que havia aceitado a oferta, o ex-presidente americano disse que permaneceria na plataforma que ele próprio havia criado após ser suspenso do Twitter.

"Não vou para o Twitter, vou ficar na Truth Social", disse Trump. "Espero que Elon compre o Twitter porque ele fará melhorias e ele é um bom homem, mas vou ficar na Truth", disse Trump.

O chefe da divisão de consumo do Twitter, Kayvon Beykpour, usou a rede social para confirmar a saída da companhia. O executivo, que está em licença paternidade, informou que deixará a empresa após 7 anos.

"Esta não é a forma nem o momento que eu pensei em deixar o Twitter, e esta não foi uma decisão minha. Parag [Agrawal, CEO do Twitter] me pediu para sair depois de me informar que ele quer levar a equipe em uma direção diferente", publicou Beykpour.

A empresa também demitiu o chefe da divisão de receita, Bruce Falck. Ele comentou sobre a saída em seu perfil na rede social e agradeceu aos colegas com quem trabalhou nos últimos cinco anos.

"Conseguimos alcançar os resultados que obtivemos através do seu trabalho árduo – a receita trimestral não mente. Procure no Google", escreveu Falck.

Em um tuíte que foi excluído em seguida, ele publicou: "Me inspirando no meu bom amigo Kayvon Beykpour, vou esclarecer que também fui demitido por Parag Agrawal". Beykpour e Falck haviam assumido seus cargos no início de 2022.

Em comunicado aos funcionários, Parag Agrawal disse que a empresa não conseguiu atingir metas de crescimento de usuários e de receita que havia estabelecido em 2020.

A ideia era alcançar US$ 7,5 bilhões em receita anual e 315 milhões de usuários diários até o final de 2023, mas os objetivos foram retirados do balanço mais recente. A companhia terminou 2021 com receita anual de US$ 5 bilhões e 217 milhões de usuários diários.

As mudanças no comando do Twitter ocorrem em meio ao processo de compra da empresa por Elon Musk, o homem mais rico do mundo. Em abril, a empresa afirmou que seu conselho de administração aceitou uma oferta de US$ 44 bilhões feita pelo magnata.

A transação ainda precisa ser aprovada por acionistas e órgãos regulatórios, mas a expectativa é de que ela seja concluída ainda este ano.

Fonte: G1

Foto: Divulgação Twiter

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