27/08/2026 às 09:57h
A Bolsa de Valores brasileira, a B3, registrou, nesta quarta-feira (26/8), mais um dia positivo. Principal referência do mercado acionário do país, o Ibovespa registrou pequena oscilação de 0,01%, ou seja, ficou praticamente estável em relação ao dia anterior. No fim do pregão, somava 174.586 pontos.
O equilíbrio foi causado por movimentos do mercado que vão em direções opostas, de acordo com a estrategista de ações na Nomad, Rebecca Nossig. O resultado da prévia da inflação de agosto reforçou apostas em cortes na taxa básica de juros do Brasil, a Selic, o que tende a aumentar o apetite dos investidores por risco. Já nos Estados Unidos, o índice PCE alimentou as projeções em aumento dos juros, fortalecendo o dólar.
No cenário doméstico, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, divulgado nesta quarta, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou queda de 0,40% em agosto. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa desacelerou de 4,52% para 4,24%, se enquadrando dentro do teto meta de inflação do Banco Central (BC), de 4,5%.
A deflação reforçou a expectativa de mais um corte na Selic, atualmente em 14%, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, em setembro. Segundo o consultor sênior da Zero Markets Brasil, Otávio Araújo, o resultado é positivo para a Bolsa. "A leitura é que o dado é um fator de apoio à expectativa de ciclo de cortes de juros mais consistente e beneficia, especialmente, setores mais sensíveis à taxa, como varejo e construção", explica.
Nos Estados Unidos, o índice de preços PCE subiu 3,7% nos 12 meses até julho, repetindo a taxa de junho, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE. "O resultado mostra que a inflação pelo PCE segue rodando bem acima da meta de 2% do Fed (Federal Reserve), com o núcleo mantendo ritmo elevado na comparação anual. O resultado, contudo, não deve alterar a leitura do mercado, que segue apostando em manutenção de juros na reunião de setembro, com possível alta ficando para outubro ou dezembro", diz Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Com o impacto da divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), as bolsas de Nova York encerraram em queda hoje. O índice Dow Jones caiu 0,21%, o S&P 500 recuou 0,02%, e o Nasdaq, caiu 0,08%.
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