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27/10/2021 às 08:00h

Bovespa fecha em queda na véspera de nova taxa Selic

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O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta terça-feira (26), com o IPCA-15 de outubro reforçando a deterioração do quadro inflacionário no país e as expectativas de um aumento mais forte nos juros pelo Banco Central.

O Ibovespa recuou 2,11%, a 106.419 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a bolsa subiu 2,28%, a 108.715 pontos. Em outubro, a bolsa recua 4,11%. No ano, o tombo é de 10,58%.

Cenário
Mais cedo, o IBGE divulgou a prévia da inflação do mês de outubro, que mostrou alta de 1,2% – a maior taxa para o mês desde 1995. O Ministério do Trabalho também apontou que o país criou 313 mil postos formais de trabalho em setembro, um resultado pior que o registrado no mês anterior.

Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,25% ao ano.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda, a taxa básica da economia deve subir dos atuais 6,25% para 7,5% ao ano – uma alta de 1,25 ponto percentual. Até então, o mercado acreditava em um crescimento menor, de 1 ponto percentual nesta semana. Mas casas como o Itaú e a XP já apostam em um aperto monetário ainda maior, de 1,50 ponto percentual.

O mercado também piorou as projeções para a inflação e para o PIB (Produto Interno Bruto). O Itaú, por exemplo, passou a projetar uma retração de 0,5% da economia brasileira em 2022 – de uma estimativa anterior de 0,5% de crescimento, citando o "aumento da incerteza fiscal".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou de "conversinha" as estimativas cada vez mais pessimistas do mercado e de economistas sobre o crescimento do Brasil no ano que vem e disse que o país "vai crescer de novo".

Fonte: G1

Foto: Rádio Espacial FM

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