27/03/2026 às 09:48h
A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, após marcar 5,2% nos três meses encerrados em novembro, período que serve de base de comparação. Esses são os números mais baixos da série histórica comparável.
Os dados fazem parte da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e foram divulgados nesta sexta (27/3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento inclui tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal.
A mediana das projeções do mercado financeiro também era uma taxa de 5,7%, segundo a agência Bloomberg.
Até a divulgação desta sexta, a menor taxa de desemprego registrada em todos os trimestres da série histórica havia sido de 5,1%, nos três meses encerrados em dezembro de 2025. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre trimestres consecutivos que compartilham meses em comum.
"Influenciada pela perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano, a taxa de desocupação voltou a crescer", disse o instituto.
No trimestre até fevereiro, o instituto encontrou 6,2 milhões de pessoas de 14 anos ou mais em busca de trabalho, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro.
Na série da Pnad, iniciada em 2012, o maior contingente de desocupados foi registrado no trimestre até março de 2021, na pandemia de Covid-19. À época, o indicador chegou a quase 15 milhões.
Os indicadores de subutilização da força de trabalho também pioraram. A taxa cresceu de 13,5%, no trimestre encerrado em novembro de 2025, para 14,1% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, quando se soma pessoas procurando trabalho, trabalhando menos do que gostariam ou que não estão procurando emprego, mas possuem disponibilidade.com informações O TEMPO
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