04/09/2026 às 10:19h
Já parou para pensar que um caminhão fora de estrada, utilizado em operações da mineração, é uma máquina muito grande e que pode pesar dezenas de toneladas? Operar um veículo assim requer muita atenção e demanda ações de segurança muito bem estruturadas. Isso porque, durante a operação, a colisão entre um caminhão nessas proporções e um trator menor pode ser fatal. Por isso, empresas que atuam no setor têm buscado soluções para reduzir os riscos ao operar máquinas do tipo.
Nesse sentido, o uso de tecnologia tem sido um aliado. A Wabtec, líder global em tecnologia e soluções para transporte ferroviário, é uma das empresas que têm buscado soluções para a mineração. Localizada em Contagem, na Grande BH, a empresa trabalha com o sistema CAS (Collision Avoidance System) Geração 3, que reúne sensores de alta precisão, inteligência artificial e monitoramento contínuo para reduzir riscos operacionais. De acordo com a Wabtec, o sistema pode contribuir para uma redução de até 10% no total de fatalidades e de 20% nos índices de lesões em operações de mineração.
“É como se fosse um radar de tudo o que está à minha volta, porque esses equipamentos de mineração têm uma característica: você tem ambientes com muita poeira, ambientes de neblina e, principalmente, falta de visibilidade dentro da cabine”, explica o gerente de Vendas Brasil Digital Mine, Ricardo Baroni.
O CAS Geração 3 mostra tudo o que está em um raio de 500 metros do equipamento. “A partir do momento que algum equipamento se aproxima de você, você sabe se ele está vindo com velocidade ou não, se é um equipamento de grande porte ou de pequeno porte, para você tomar uma uma ação, é, lá na frente, evitar uma colisão”, explica Baroni.
“Na mineração, o grande histórico de acidentes é interação de equipamentos. Tem de grande porte com grande porte, grande porte com pequeno porte, pequeno com pequeno. A interação mais perigosa é a de equipamento de grande porte com pequeno, porque é risco de fatalidade. O caminhão fora de estrada passa em cima da caminhonete comum igual uma folha de papel. É impressionante! Quer dizer, a gente está falando de 400 toneladas passando em cima de duas toneladas”, frisa.
Além de mostrar no painel um mapa de calor que reconhece os equipamentos próximos, o sistema também emite um alarme quando o objeto está próximo demais e o risco de colisão é grande. “A ideia do sistema é que o operador não escute alarmes. Esse é o objetivo do sistema. É dar para ele uma consciência de aproximação em que ele nunca vai ter uma aproximação crítica”, sintetiza Ricardo Baroni.
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