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Análise: Cruzeiro se salva com gol no fim, mas erros tomam conta de atuação em Betim

02/02/2026 às 08:59h

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Até os 54 minutos do 2º tempo, a torcida do Cruzeiro presente na Arena Urbsan vaiava e xingava o time que a frustrava mais uma vez e empatava sem gols com o Betim. O gol salvador do meia Matheus Pereira foi intensamente comemorado pelo alívio que ele causou, no entanto, ele não apagou completamente a atuação da equipe em campo.

O que se viu até aquele momento foi um time com posse de bola, ainda mais porque enfrentava uma equipe nitidamente menos técnica e física e que se defenderia, mas com pouca criatividade e diversos erros, tanto de passes quanto de finalizações. Chances perdidas pelos atacantes Néiser Villareal, no primeiro tempo, e Wanderson, na etapa final, minaram a paciência dos cruzeirenses.

Claro que um campo pesado e escorregadio e uma bola molhada pela chuva ajudaram para esse cenário, mas o plantel estrelado deu claros indícios de que ainda há falta de confiança e um certo grau de desentrosamento, o que é curioso, pois quase todo o grupo é remanescente de 2025. Os contratados vieram para agregar, mas ainda lutam por melhores partidas.

Um ponto positivo a se destacar desse jogo, válido pela antepenúltima rodada do Campeonato Mineiro, é a participação do meio-campista Gerson, principal contratação da janela. Pela primeira vez neste ano, ele atuou durante todo o confronto e foi uma das figuras mais participativas, em diversos setores do campo.

Algo que preocupa para a sequência é a lateral-direita, onde o técnico Tite conta com três opções. Cada jogador lida com as críticas de uma forma, e é preciso aguardar para saber como William vai levar seu atual momento - ele é o atleta mais xingado e vaiado pela Nação Azul atualmente. Em meio a isso, o treinador vem testando suas outras alternativas, Fagner e Kauã Moraes.

De qualquer forma, o triunfo mostrou uma velha máxima do futebol: o resultado é o que importa. O gol do camisa 10 não fez a equipe jogar melhor, mas ofuscou isso. Em questão de segundos, as arquibancadas saíram de vaias e xingamentos para festa. Se o clube quer ter calma para evoluir, é melhor aprender a ganhar jogos primeiro, porque, assim, será possível trabalhar com mais tranquilidade.

Com informações O TEMPO

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