29/10/2026 às 08:50h
Fadiga constante, formigamentos, alterações na visão e dificuldades de equilíbrio são alguns dos sintomas que podem fazer parte da rotina de quem convive com a esclerose múltipla. A doença é crônica e afeta o sistema nervoso central. O próprio sistema imunológico ataca a mielina, camada que protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 2,8 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que sejam aproximadamente 40 mil pessoas. Embora ainda não tenha cura, existem tratamentos que ajudam a controlar a doença e reduzir o risco de novas crises.
Em Pará de Minas, esse acolhimento também tem ganhado cada dia mais espaço. Após receber o diagnóstico, em novembro de 2025, Bianca Morais sentiu a necessidade de encontrar outras pessoas que passavam pela mesma situação. Dessa busca surgiu o “Coletivo G35”, criado para promover a troca de experiências, compartilhar informações e oferecer apoio a quem convive com a esclerose múltipla:
Clique e ouça Bianca Morais
Patrícia Gonçalves, integrante do grupo, destaca sobre os desafios do diagnóstico e do tratamento. O que reforça a importância de uma rede de apoio e de iniciativas como essa:
CLique e ouça Patrícia Gonçalves,
Além do acolhimento entre os próprios pacientes, o acompanhamento profissional é fundamental. E, por isso, a Secretaria Municipal de Saúde fortaleceu a parceria com o coletivo para aproximar as equipes da Atenção Primária das pessoas diagnosticadas e facilitar o acesso a serviços como fisioterapia, atendimento psicológico, suporte nutricional e atividades físicas orientadas, como explica a coordenadora da rede, Mariana Viegas:
Clique e ouça Mariana Viegas
O Coletivo G35 realiza encontros mensais e também recebe pessoas que estão investigando a possibilidade de ter esclerose múltipla. Interessados em conhecer o grupo podem entrar em contato pelo telefone (37) 99926-7976.
Mais do que compartilhar informações, a iniciativa mostra como encontrar pessoas que compreendem a mesma realidade pode ajudar a enfrentar as incertezas e tornar a caminhada com a doença menos solitária.
Por Sarah Faria
Foto: Espacial FM
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