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23/06/2022 às 07:40h

Comissão de Saúde da Câmara vai até BH em busca de representantes do instituto que afirmava prestar serviços hospitalares em Pará de Minas

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A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Pará de Minas vai até a cidade de Belo Horizonte, em busca dos representantes do Hotfe, que recebeu repasses governamentais no valor de R$ 400 mil e afirmava prestar serviços hospitalares no município pará-minense.

O caso vem sendo investigado há cerca de um mês, sendo que vários representantes da Prefeitura de Pará de Minas, do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e outros envolvidos já foram ouvidos pela Comissão de Saúde da Câmara, porém os responsáveis pelo Instituto Hotfe ainda não foram encontrados, mesmo após várias ligações feitas.

Diante da situação, a Comissão de Saúde da Câmara decidiu pedir autorização da Mesa Diretora e demais vereadores para fazer diligências em BH, em busca dos representantes do instituto envolvido no caso, como confirma o vereador e presidente da comissão, Carlos Roberto Lázaro (Podemos), em entrevista ao JC Notícias:

Clique e ouça Carlos Lázaro

Segundo Carlos Lázaro, após a conclusão sobre o caso, todo o material produzido será repassado para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Conforme o JC informou no dia 24 de maio, o OSB – Observatório Social do Brasil – núcleo Pará de Minas protocolou um ofício na Promotoria de Justiça do Ministério Público denunciando o repasse para o instituto que afirmava prestar serviços hospitalares. A entidade só não recebeu mais uma grande quantia por problemas de documentação.

O que mais chama a atenção é que o Instituto, denominado de Hotfe, em seu registro e alvará de 2020, afirmava estar sediado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, situação que foi desmentida pelo provedor da entidade de saúde, Maurício Jardim.

No ofício encaminhado para o MP pelo OSB, outra situação que também levou à desconfiança foi que o Instituto Hotfe recebeu no mesmo dia de solicitação o alvará sanitário por parte da Prefeitura sem ao menos nenhuma equipe ter ido ao local para analisar as condições para funcionamento.

Recentemente, em entrevista ao JC Notícias, o prefeito de Pará de Minas, Elias Diniz (PSD) informou que estava tranquilo quanto ao caso e disse que o instituto é que deve prestar contas dos R$ 400 mil. Quanto ao alvará liberado, o chefe do executivo também informou que a situação seria analisada junto aos responsáveis.

Posteriormente, a Prefeitura criou uma comissão para investigar o caso. Em seguida, os representantes do Instituto Hotfe foram convocados para prestarem esclarecimentos quanto a situação.

Nossa reportagem novamente tentou contato via telefone com o responsável pela entidade, porém nenhuma de nossas chamadas foram atendidas.

Por Sérgio Viana

Fotos: Arquivo Espacial FM


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