20/03/2026 às 08:49h
Os preços dos combustíveis registraram forte alta nos postos em um intervalo de apenas duas semanas. O diesel apresentou a maior variação no período: 11,09%. Em um alguns estabelecimentos de Pará de Minas, o preço do combustível chegou a R$ 8,00.
Já a gasolina comum aumentou em média R$ 0,30 centavos na cidade. Há postos que já cobram quase R$ 6,60, o litro. O etanol também ficou mais caro, com alta de 4,48%, chegando a quase R$ 5,00 em alguns estabelecimentos.
Entre os fatores que influenciaram o aumento está a crise do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. Não há registros de reajustes da Petrobras para gasolina e etanol no mesmo período que expliquem a alta desses combustíveis nas bombas.
Quem mais sofre com os aumentos são os trabalhadores e empresários do setor de transporte, como é o caso do caminhoneiro Breno Miranda, que está preocupado com a situação:
Clique e ouça Breno Miranda
A ameaça dos caminhoneiros em fazer uma greve vem colocando a população em alerta, devido ao desabastecimento de produtos e consequente aumento dos preços. Para Breno, essa não é uma boa opção para um caminhoneiro autônomo:
Clique e ouça Breno Miranda
Fiscalização
O Governo Federal anunciou, um conjunto de medidas para fiscalizar os preços dos combustíveis em todo o país, diante de indícios de aumentos considerados abusivos.
Até o momento, uma força-tarefa liderada pela Secretaria Nacional do Consumidor, envolvendo mais de 100 Procons municipais e estaduais, já fiscalizou centenas de postos, em 16 estados, além de 64 distribuidoras e ao menos uma refinaria. O objetivo é garantir transparência na formação de preços e proteger o consumidor em um cenário de instabilidade internacional.
Contenção de Preços
Para mitigar o impacto da alta internacional do petróleo em março de 2026, o Governo Federal implementou um conjunto de ações emergenciais focadas no diesel e no controle de preços abusivos. As principais medidas incluem Zeragem de Impostos Federais e ainda vai propor que estados zerem o temporariamente o ICMS sobre a importação de diesel.
Como compensação, a União ofereceu cobrir 50% das perdas de arrecadação estadual.
Por Sérgio Viana
Foto: Arquivo Espacial FM
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