21/09/2026 às 07:34h
Antes de se tornar a cidade com mais de 100 mil habitantes que conhecemos hoje, Pará de Minas foi ponto de parada para viajantes que atravessavam a região em direção a Pitangui, ainda no período das bandeiras. Às margens do Ribeirão Paciência, esse caminho acabou dando origem a um povoado que, 167 anos depois, celebrou mais um aniversário, neste domingo, dia 20 de setembro.
A história começou com a chegada do português Manuel Batista, conhecido pelo apelido de Pato Fofo, e foi a partir da fazenda dele que surgiu o primeiro nome do município. A antiga casa onde ele viveu permanece de pé e atualmente abriga o Museu Histórico de Pará de Minas (MUSPAM).
A cidade passou por várias transformações até chegar a Pará de Minas que conhecemos. O historiador e integrante do MUSPAM, Gustavo Araújo, explica algumas das curiosidades dessa trajetória:
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A emancipação político-administrativa veio em 1859, data que até hoje marca o aniversário do município. No entanto, o nome Pará de Minas só seria adotado décadas depois, em 1921.
E se as mudanças nos nomes ajudam a contar essa história, as edificações antigas também funcionam como uma espécie de registro vivo do que a cidade já foi. Segundo Gustavo, alguns desses espaços ajudam a preservar capítulos importantes da formação do município:
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Só que a história de uma cidade não está apenas nas construções que permanecem de pé. Muitos dos personagens que participaram dessa formação acabaram não tendo a valorização necessária, entre eles os povos escravizados, que também tiveram papel na trajetória econômica e social do município, como explica o historiador:
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Ao longo do século XX, Pará de Minas deixou para trás a condição de pequeno ponto de passagem e se consolidou como um importante polo econômico, com destaque para a produção agropecuária, especialmente de aves e suínos.
Hoje, aos 167 anos, a cidade carrega marcas de diferentes períodos e uma identidade construída por quem viveu e ajudou a transformar esse território. Para Gustavo, preservar essa memória também significa pensar no que será deixado para as próximas gerações:
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Entre o antigo caminho às margens do Ribeirão Paciência e a cidade que cresce e se transforma mais a cada dia, Pará de Minas segue escrevendo sua própria história. Uma história muito bonita e que merece celebração.
Por Sarah Faria
foto: Job Filmes
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