Uma busca rápida nas redes sociais mostra que conteúdos sobre as bonecas hiper-realistas chamadas de “bebês reborn” têm se tornado assunto em diversos ambientes, seja como memes ou em debates sobre saúde mental.
Semelhantes aos de bebês de verdade, no peso, nos fios de cabelo e pintados à mão, veias visíveis na pele maleável e aparência incrivelmente realista, essas bonecas têm valores que vão de R$ 800 e até mais de R$ 10 mil, a depender da exigência do cliente.
Para comentar essa relação, o JC Notícias conversou com a psicóloga, psicanalista e professora universitária, Ana Luísa Ribeiro, a qual destacou que esse comportamento pode ser explicado pelos adventos da pós-modernidade:
Clique e ouça Ana Luisa Ribeiro
Em plataformas como Instagram e TikTok, diversos perfis de colecionadoras das bonecas divulgam por meio de vídeos interações em suas rotinas ao lado dos bebês reborn. Ana Luisa Ribeiro também destaca até que ponto esse tratamento pode ser visto como possíveis questionamentos sobre saúde mental e influência de comportamentos:
Clique e ouça Ana Luisa Ribeiro
As 'bebês reborn' começaram a ganhar popularidade nos anos 1990 — tanto como brinquedos e itens de coleção, como para ajudar em processos terapêuticos específicos. Ainda de acordo com a professora universitária, o uso da boneca precisa ser escutado na singularidade de cada caso, podendo ser entendido como um sintoma cultural. Não se trata de ridicularizar mas de entender o sintoma oculto nessa demanda: o desejo de um filho ideal – silencioso, obediente, sem adoecimento, passivo.
Por Sérgio Pêgo
Fotos: Espacial FM
18/08/2026 - Morre aos 93 anos Zé Penha, símbolo da cultura de Pará de Minas
18/08/2026 - Livro resgata 60 anos de história da Escola Estadual Fernando Otávio
18/08/2026 - Novo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pará de Minas toma posse
17/08/2026 - Automedicação faz parte da rotina de nove em cada dez brasileiros
14/08/2026 - Pará de Minas recebe estudantes de Medicina para estágio na Atenção Primária à Saúde