12/06/2026 às 09:14h
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagrou nessa quinta-feira (11/6), a Operação 9º Círculo, voltada à desarticulação de organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com ramificações em Sete Lagoas e em outros estados.
A operação ocorreu em endereços ligados ao grupo, simultaneamente, nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Passos, Divinópolis, Sete Lagoas e Pará de Minas. Há ainda, conforme a investigação, pelo menos uma ligação do grupo com o estado do Rio de Janeiro.
Durante a ação, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 11 pessoas foram presas até o momento, sendo duas em Pará de Minas. Também foi realizado o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores de até R$ 10 milhões e o sequestro de veículos vinculados aos investigados para assegurar a futura reparação dos prejuízos causados às vítimas.
A investigação identificou que a organização atuava em núcleos, com divisão hierárquica de tarefas, ao menos desde 2023. A principal técnica, conhecida como “cesárea”, consistia no recrutamento de entregadores responsáveis pela distribuição de cartões bancários. Antes de entregá-los aos clientes, esses entregadores repassavam as encomendas ao grupo, que retirava os chips legítimos, instalava chips adulterados e relacravam os envelopes para entrega normal.
Com os chips e os dados das vítimas em mãos — obtidos por meio de engenharia social e pelo fornecimento de senhas por integrantes especializados —, o grupo realizava transações fraudulentas em maquinetas de cartão registradas em nome de terceiros.
Paralelamente, a organização mantinha uma segunda frente de atuação: a abertura fraudulenta de contas bancárias com documentos falsificados em nome de terceiros — sobretudo pessoas idosas e aposentadas — para a contratação irregular de empréstimos e a obtenção de cartões de crédito. Essa vertente contava com a participação de um funcionário bancário, que usava o cargo para viabilizar a abertura de contas e a remoção de bloqueios de segurança.
As requisições às instituições financeiras identificaram 1.289 cartões adulterados associados a entregas de empresas de logística contratadas pelos bancos. A quebra de sigilo bancário revelou movimentação financeira global de mais de R$ 21,9 milhões entre os investigados, distribuída em mais de 87 mil transações.
As investigações prosseguem para a identificação completa dos integrantes da organização e a recuperação dos ativos desviados. O MPMG reforça que as medidas têm caráter cautelar e que todos os investigados respondem ao processo sob a garantia da presunção de inocência. Não foram fornecidos mais detalhes sobre as prisões das duas pessoas em Pará de Minas e nem os nomes das agências bancárias envolvidas.
Por JC Notícias
Foto: MPMG
02/04/2026 - Discussão por causa de serviço funerário termina em pancadaria
02/04/2026 - Homem é preso após descumprir medida protetiva em favor da sogra
01/04/2026 - Dupla é presa após assaltar estabelecimento comercial
01/04/2026 - Cemitério em Divinópolis é alvo de vandalismo e tem 11 jazigos violados
01/04/2026 - Polícia Civil conclui inquérito e prende suspeito por descumprir medida protetiva
01/04/2026 - Ex-professor é preso por aliciamento digital de adolescentes
31/03/2026 - PRF prende trio em Pará de Minas com mercadorias furtadas em supermercado de Araxá