23/03/2026 às 08:59h
O caso do cachorro morto a tiros pelo próprio dono, no último sábado (21/3), no centro de Pará de Minas, continua gerando revolta e pedidos de justiça.
Após a publicação da matéria no dia do fato, centenas de pessoas enviaram mensagens para a Espacial FM, através de nossas redes sociais, comentando a crueldade contra o animal.
A
revolta continua nesta segunda-feira (23/3), após a notícia de que
o homem acusado de executar seu próprio cachorro a tiros, foi
liberado na noite deste domingo (22), após passar pela Audiência de
Custódia.
Ele estava na Penitenciária Pio Canedo e o alvará
de soltura saiu por volta das 19h, de ontem. Ele responderá o
processo em liberdade.
Relembre o caso.
O homem de 59 anos chegou a ser preso após matar o cachorro da família a tiros dentro de casa, no Centro de Pará de Minas, na tarde de sábado (21). O crime foi registrado em vídeo por uma testemunha. Nas imagens, foi possível ver o momento em que o autor atira e o animal ainda tenta correr. O filho dele também foi detido pela Polícia Militar após limpar o local do fato e sair com o corpo do cão em uma caminhonete, quando foi abordado pela equipe da PM no endereço.
Questionado,
o indivíduo relatou que seu pai havia chegado à residência com
sinais de embriaguez e que, em determinado momento, ouviu estampidos
semelhantes a disparos de arma de fogo, vindos da garagem.
Segundo
o relato, ao verificar a situação, constatou que seu pai havia
abatido o cão de estimação da família, não tendo, contudo,
visualizado o armamento utilizado. Informou ainda que lavou o local e
colocou o corpo do animal na caminhonete com a intenção de
sepultá-lo.
Os
militares entraram no imóvel e abordaram o suspeito, de 59 anos, que
se encontrava em um dos dormitórios, apresentando aparente confusão
mental e alegando não se recordar dos fatos.
De
forma voluntária, o homem indicou a localização de armas que
estariam na residência e em uma propriedade rural da família, não
sabendo, porém, informar qual delas teria sido utilizada contra o
animal.
Após
diligências, os militares apreenderam o seguinte arsenal, entre as
armas estavam 4 espingardas, uma carabina, um rifle, 3 pistolas, um
revólver e várias munições, entre outros materiais.
Na presença de seus advogados, o suspeito informou possuir registro de grande parte do armamento, não apresentando no momento nenhuma documentação.
Afirmou ainda que ao menos duas não possuem registro, porém a apreensão ocorreu em sua totalidade, em razão do risco concreto de ocultação de provas, da necessidade de garantia da segurança pública e do fato de o suspeito não saber informar qual armamento foi utilizado.
A
equipe técnica da Polícia Civil realizou a perícia no local, a fim
de detalhar a dinâmica dos fatos.
O
filho do autor poderá responder por fraude processual, e o pai dele,
de 59 anos, por disparo de arma de fogo e maus-tratos a animais com
resultado morte.
Por
JC Notícias
Foto: PMMG
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