Capa da Página Polícia Civil indicia dois médicos após morte de recém-nascido em hospital de Itaúna - Policial - JC Notícias Capa da Página

Cadastre seu e-mail e receba nossas novidades

Icone IconeNotícias - Policial

20/07/2026 às 08:52h

Polícia Civil indicia dois médicos após morte de recém-nascido em hospital de Itaúna

Facebook

 A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigava a morte de um recém-nascido no Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna, e indiciou dois médicos obstetras que atenderam a gestante durante o plantão.

De acordo com a investigação, a mulher apresentava uma gravidez de alto risco e permaneceu em trabalho de parto induzido por mais de 12 horas. A apuração aponta que, durante esse período, houve pedidos para a realização de uma cesariana, além do registro de sinais de sofrimento fetal agudo e da presença de mecônio esverdeado no líquido amniótico.

Segundo a Polícia Civil, a perícia e os depoimentos colhidos indicam que teria ocorrido atraso injustificado na realização da cesariana de urgência. Ainda conforme o inquérito, o bebê nasceu em parada cardiorrespiratória, em decorrência de asfixia perinatal, e morreu poucas horas após o parto.

As investigações também apontaram que houve o extravio e o descarte inadequado da placenta da paciente nas dependências do bloco cirúrgico, o que impossibilitou a realização do exame anatomopatológico oficial, considerado importante para a apuração dos fatos.

Durante o inquérito, foram ouvidos familiares, profissionais da área da saúde e testemunhas, além da análise de prontuários médicos, documentos e registros de atendimento.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil indiciou os dois médicos pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a corporação, o indiciamento ocorreu, em tese, por inobservância de regra técnica da profissão, mediante conduta considerada negligente e imperita.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar o caso e decidir sobre os próximos desdobramentos. Até o momento, não houve manifestação pública da defesa dos médicos investigados.


Galeria de fotos

Clique nas imagens para ampliar: