24/06/2026 às 09:00h
Com a aproximação do período de férias e da temporada de ventos intensos a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) iniciou a Operação Linha Segura. A ação tem objetivo de conscientizar e coibir o uso de linhas cortantes, popularmente conhecidas como cerol e linha chilena. Em maio deste ano, um bebê de um ano e nove meses morreu depois de ser cortado por um dos artefatos, em Contagem, na Grande BH. Na época, um jovem de 19 anos foi preso em flagrante por homicídio.
Usar cerol é crime previsto no artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida de outras pessoas a perigo direto e iminente. A pena pode ser de três meses a um ano de prisão. Se resultar em morte, o responsável pode responder por homicídio culposo. Já a venda e o uso de linhas cortantes são proibidos em Minas. A legislação prevê multa de R$ 5.279, podendo chegar a R$ 263.950 em caso de reincidência.
A operação acontece em todo o estado, incluindo Pará de Minas e região, até 31 de agosto. Entre as ações está o aumento de fiscalizações em estabelecimentos que vendem linhas cortantes, sobretudo as chilenas – que possuem um potencial de provocar danos maiores. Em caso de algum flagrante, além do proprietário do local poder ser preso é possível que o local seja multado pela Secretaria de Fazenda. Em 2025, mais de 800 comércios foram alvo de fiscalizações. Além disso, cerca de 2.200 pessoas foram abordadas.
Com Informações do O Tempo
Foto: Espacial FM
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