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22/11/2021 às 07:32h

Detecção precoce é chave para reduzir a mortalidade por câncer pancreático

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O câncer de pâncreas costuma ser chamado de perigo silencioso, pois a maioria das pessoas com doença precoce não apresenta sintomas. Consequentemente, 80% dos casos são diagnosticados em estágios finais, quando a cirurgia não é mais possível e outras opções de tratamento são limitadas.

Menos de 10% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico. A detecção precoce foi proclamada como o Santo Graal para se reduzir a mortalidade por câncer pancreático, que se tornará a segunda principal causa de morte por câncer nos Estados Unidos em 2040.

Uma compreensão mais profunda da ligação entre o diabetes de início recente e o câncer de pâncreas pode desempenhar um papel fundamental nesse esforço. Um estudo mostrou que indivíduos com diabetes de início recente têm até oito vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de pâncreas do que a população em geral. 

Outro sugeriu que o risco aumentado de câncer de pâncreas entre pessoas com diabetes recente é comparável ao risco elevado de câncer de pulmão observado entre aqueles que fumaram um maço de cigarros por dia por duas décadas.

Uma história de pancreatite também pode ser um indicador importante, com um estudo mostrando que pacientes com diabetes que se desenvolveram secundariamente a um ataque de pancreatite tiveram um risco sete vezes maior de câncer de pâncreas do que indivíduos com diabetes tipo 2.

Duas grandes colaborações de pesquisa estão em andamento para explorar a ligação entre câncer de pâncreas e diabetes. O NCI (National Cancer Institute) americano está liderando um esforço multidisciplinar para determinar quais indivíduos recém-diagnosticados com diabetes apresentam risco elevado de câncer de pâncreas. 

Um segundo estudo examinará se a imagem no momento do início do diabetes resulta na detecção precoce do câncer de pâncreas.

Esta pesquisa potencialmente informativa é crucial para melhorar o prognóstico tipicamente ruim para pacientes com esta malignidade que em geral se apresente em sua forma mais agressiva. 

Relação bidirecional

É difícil - e muitas vezes impossível - determinar a relação temporal ou causal exata entre diabetes e câncer pancreático. É possível que, em alguns pacientes, o diabetes leve ao desenvolvimento do câncer de pâncreas. Mas também é perfeitamente possível que o câncer de pâncreas leve ao desenvolvimento de diabetes. 

A duração do diabetes - especificamente o diabetes de início recente, ou seja, diagnosticado nos 3 anos anteriores, ao contrário do diabetes de longa data - pode ser usada como um guia. 

Quanto mais curto for o tempo desde o início do diabetes, maior será a chance de o diabetes que o provedor de cuidados primários ou endocrinologista vê ser a primeira manifestação de câncer que não foi diagnosticada.
Fonte: uai.com.br


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