A briga entre os dois gigantes em um mata-mata começou em 1931, quando o Campeonato Mineiro, que era em turno e returno, com pontos corridos, teve a desistência de três clubes, o que forçou uma alteração, com uma decisão direta entre o então Palestra e o Atlético, para definir o campeonato. O Atlético fez 2 a 1 no primeiro jogo, no Barro Preto, e o segundo, programado para o estádio de Lourdes, não aconteceu. O Palestra não compareceu, alegando que o árbitro da final era mineiro e que havia um acordo para ter dois juízes de fora do Estado, o que foi cumprido no primeiro jogo. O Galo venceu por WO e ficou com o título.
Em 1940, a segunda decisão direta, em mata-mata, entre os dois rivais, foi disputada em três jogos porque os dois terminaram empatados novamente em um Campeonato Mineiro de pontos corridos. Cada um ganhou um jogo da decisão, o que motivou a realização de uma terceira partida. Detalhe: os dois primeiros jogos foram apitados por um árbitro mineiro, Raimundo Sampaio, enquanto o terceiro, na Alameda, o juiz foi Mário Vianna, do Rio de Janeiro.
Em 1956, a final do Campeonato Mineiro foi disputada em uma melhor de três jogos, dos quais dois ficaram empatados e o Atlético venceu o último. O Cruzeiro entrou na Justiça, alegando que queria os pontos do segundo jogo porque o lateral Laércio, do Atlético, não tinha apresentado o certificado de reservista. O pedido foi rejeitado, o Cruzeiro recorreu e os dois foram proclamados campeões.
Com informações O TempoFoto: Espacial FM