Quando uma dor de cabeça, uma febre ou aquele mal-estar surge de repente, é comum que a primeira reação seja abrir a gaveta de medicamentos e procurar algo que já tenha aliviado um problema parecido. O que parece uma solução rápida, porém, pode acabar trazendo consequências para a saúde.
Uma pesquisa recente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade aponta que nove em cada dez brasileiros usam medicamentos sem prescrição. Analgésicos e antitérmicos, como dipirona e paracetamol, estão entre os mais utilizados, seguidos pelos anti-inflamatórios, como ibuprofeno e nimesulida. O problema é que nenhum medicamento é totalmente isento de riscos. Quando utilizado sem orientação, ele pode provocar efeitos colaterais, além de poder mascarar sintomas de doenças que precisam de investigação.
O farmacêutico e proprietário das farmácias Cruzeiro, Jader Leitão, confirma que esse cenário também faz parte da realidade de Pará de Minas e chama a atenção para os riscos desse hábito:
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A facilidade de acesso aos medicamentos e a repetição de receitas antigas são fatores que contribuem para a manutenção desse comportamento. Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam ainda que problemas relacionados a esse uso inadequado provocam mais de 20 mil mortes todos os anos no país.
Mas o uso responsável dos medicamentos não termina na hora de tomar o remédio. Quando o produto está vencido ou já não será mais utilizado, também é preciso ter cuidado com o descarte, como explica o farmacêutico:
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Antes de recorrer à automedicação, a orientação é clara: busque ajuda de um profissional de saúde. Afinal, aliviar um sintoma não significa necessariamente tratar a causa. E, quando o assunto é medicamento, a dose certa de informação também faz parte do tratamento.
Por Sarah Faria
Foto: Representação Ilustrativa
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