05/08/2025 às 08:47h
A proposta do ministro dos Transportes, Renan Filho, que prevê o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), vem sendo comemorada por uma parcela da população, devido a redução de custos, porém vem causando temor de aumento de acidentes e demissões nas autoescolas, por parte do setor e de especialistas em trânsito
O Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (Sindicfc-MG) também demonstrou preocupação com a proposta que prevê que os candidatos às categorias A e B possam se preparar por conta própria, com instrutores autônomos credenciados ou até mesmo de forma independente, sem passar pelos Centros de Formação. A entidade teme demissões em massa no estado, que possui 2.051 autoescolas distribuídas em 610 municípios e gera cerca de 20 mil empregos formais.
Em Pará de Minas, a medida também gera preocupação, já que atualmente, pelo menos 5 autoescolas funcionam na cidade. Marcos Vinícius de Oliveira, proprietário da Autoescola Nacional, teme que a proposta afete a qualidade dos condutores e acredita que para ter a mudança, seria necessária a introdução antecipada de educação de trânsito dentro das escolas públicas para crianças e adolescentes:
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A medida tem como objetivo principal reduzir os custos do processo de habilitação e ampliar o acesso ao documento, especialmente entre pessoas de baixa renda. A estimativa do governo é que a mudança possa diminuir o valor da CNH em até 80%.
Porém, Marcos Vinícius acredita que a melhor maneira de reduzir os custos da habilitação, era outro tipo de incentivo a população, sem tirar a obrigatoriedade de frequentar as autoescolas:
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Marcos Vinícius também acredita que a mudança vai resultar em gastos para o poder público, devido a um possível aumento de acidentes, além de prejuízos para setor econômico, como por exemplo, demissões em massa:
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Um levantamento da Sejusp indicou que seis acidentes com condutores inabilitados ocorrem por dia em Minas Gerais. O estudo mostrou que foram 1.136 entre janeiro e junho deste ano, o que representa um aumento de 3,1% em relação aos 1.102 registrados no mesmo período de 2024.
Por Sérgio Viana/Com informações do O Tempo
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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