02/06/2026 às 07:37h
Médicos que atuam na Saúde da Mulher na rede pública de Pará de Minas ameaçam reduzir, em quase 50%, o número de atendimentos a partir deste mês de junho. A informação foi divulgada pelo secretário de Saúde, Gilberto Denoziro.
Segundo ele, os profissionais estão insatisfeitos com a defasagem do valor pago por consultas na cidade. O próprio secretário admite essa situação, alegando que em outros municípios da região, como Itaúna, por exemplo, o preço por atendimento é maior.
Esse cenário se arrasta há meses e, diante da falta de previsão para o reajuste dos valores a curto prazo, os médicos comunicaram a secretaria sobre a intenção de diminuir a quantidade de consultas a partir deste mês:
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Os médicos da saúde da mulher atuam no atendimento especializado oferecido pelo SUS para questões relacionadas à saúde feminina, como: consultas ginecológicas; pré-natal; exames preventivos; acompanhamento da gestação; prevenção e diagnóstico de câncer de mama e colo do útero.
O secretário de saúde disse, ainda, que a defasagem de valores não é exclusiva dos profissionais que atuam na Saúde da Mulher, e explicou que uma revisão contratual com um consórcio que contrata os especialistas está sendo providenciada:
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A previsão é que o novo vínculo, com os valores corrigidos, seja concluído em agosto. Contudo, para resolver a situação dos médicos da Saúde da Mulher, a secretaria aposta em outra estratégia:
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O credenciamento na gestão pública é um modelo de contratação em que a Prefeitura não escolhe um único prestador de serviço, mas abre um edital para que vários profissionais ou empresas interessados possam se habilitar para atender a demanda do município.
Nesse sistema, todos os credenciados que cumprem os requisitos podem ser contratados, e a administração define previamente as regras e os valores pagos por serviço, como consultas ou procedimentos.
Gilberto não confirmou se, mesmo com o credenciamento em curso, os médicos manterão a iniciativa de diminuir os atendimentos a partir de 1º de junho, portanto já na próxima segunda-feira. Porém, ele disse que está em conversas com a classe para evitar a desassistência.
Por JC Notícias
Foto: JC Notícias
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