15/07/2026 às 08:39h
O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, irá a júri popular acusado de matar a companheira, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e simular um acidente de trânsito para esconder o crime.
A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, e divulgada nesta segunda-feira (13). A data do julgamento ainda será definida.
Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu em 14 de dezembro de 2025. A investigação aponta que o casal mantinha um relacionamento marcado por agressões físicas e psicológicas. Após a vítima comunicar que pretendia encerrar a relação, ela teria sido asfixiada dentro de um apartamento no bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte.
Ainda conforme o Ministério Público, após o homicídio, o empresário colocou o corpo da vítima no banco do motorista do carro e percorreu o trajeto até a região de Divinópolis sentado no banco do passageiro, para simular que ela conduzia o veículo.
Na MG-050, em Itaúna, ele teria provocado uma colisão contra um micro-ônibus com o objetivo de fazer parecer que a morte havia sido causada pelo acidente.
As investigações da Polícia Civil utilizaram imagens das câmeras da praça de pedágio para esclarecer a dinâmica do crime. O empresário foi preso no dia seguinte, durante o velório da vítima. A defesa informou que ele confessou tanto o homicídio quanto a tentativa de simular o acidente.
O Ministério Público denunciou o réu por feminicídio qualificado, com as agravantes de violência doméstica, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de fraude processual por alterar a cena dos fatos para dificultar as investigações.
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