Com quase 60 páginas, o inquérito policial que apurou uma denúncia registrada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com um indiciamento do investigado, de 55 anos, por estupro de vulnerável. A vítima é uma criança de 9 anos, enteada do suspeito.
A investigação tramitou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Betim, onde a mãe da vítima compareceu, em junho de 2025, para denunciar os fatos. “A companheira do suspeito relatou que a filha havia contado os fatos para a tia e a avó materna, mas que não acreditava que tivesse ocorrido”, informou a delegada Patrícia Godoy.
No procedimento policial, foram ouvidas a denunciante, a avó e a tia da vítima, que trouxeram informações de que os abusos ocorriam na residência da menina, desde que a mãe da criança e o suspeito começaram a se relacionar. Já o investigado optou por não prestar declarações.
Pelos relatos, os abusos ocorriam há cerca de três anos, mas a menina não teve coragem de contar antes, pois afirmava que a mãe defenderia o investigado. Segundo os depoimentos colhidos, a criança descreveu uma série de comportamentos atribuídos ao padrasto, “incluindo exposição do órgão genital, toques íntimos e outras condutas de natureza sexual ocorridas em diferentes momentos”.
Para a avó e a tia da criança, os relatos foram consistentes e detalhados, apontando que os episódios teriam ocorrido de forma reiterada ao longo do tempo. As duas testemunhas também afirmaram que a criança apresentou mudanças de comportamento, como queda no rendimento escolar e resistência a contato físico.
A investigação aponta ainda que a menina manteve a versão dos fatos mesmo após sofrer pressão psicológica. Conforme apurado, a mãe teria enviado mensagens sugerindo que a filha poderia estar confundida e alertando sobre possíveis consequências das acusações. A avó também relatou que a criança teria sido orientada a não repetir as denúncias em depoimentos formais.
Segundo a polícia, o depoimento apresentado pela mãe foi considerado contraditório. Ela afirmou que o companheiro não ficava a sós com a filha e que um dos episódios relatados poderia ter sido um equívoco. No entanto, essa versão foi contestada por outros depoimentos, que indicam situações em que a criança e o suspeito estavam sozinhos. O inquérito policial será encaminhado à Justiça.
Por JC Notícias
Foto: Espacial FM….
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