15/04/2026 às 08:52h
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Ítalo da Silva, de 43 anos, pelos crimes de violência contra a mulher seguida de morte, feminicídio e ocultação de cadáver, ocorridos contra a estudante de Pará de Minas, a jovem Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, no município de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em fevereiro deste ano.
De acordo com a denúncia, os fatos aconteceram em uma área de mata na faixa de domínio da BR-262, nas imediações do bairro Bela Vista. A vítima e o denunciado não possuíam vínculo ou relacionamento prévio.
As investigações apontam que Vanessa havia saído do trabalho e seguia a pé em direção ao ponto de ônibus, quando passou a ser seguida pelo denunciado. Em local ermo e de vegetação densa, ela foi abordada com violência. Depois de violentar sexualmente a jovem, com o objetivo de assegurar a impunidade do delito antecedente e por razões relacionadas ao menosprezo à condição do sexo feminino, Ítalo teria provocado a morte da vítima por asfixia mecânica.
Após o crime, o denunciado ocultou o corpo em uma canaleta de drenagem, sob vegetação alta, com o intuito de dificultar sua localização. O cadáver só foi encontrado no dia seguinte, após intensas buscas realizadas por familiares e populares, com auxílio de um drone.
O Ministério Público sustenta que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, além de ter sido cometido para assegurar a impunidade de outro crime, circunstâncias que caracterizam o feminicídio, nos termos da legislação penal vigente, com as alterações introduzidas pela Lei nº 14.994/2024.
Além de responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, conforme requerimento do MPMG foi fixada indenização mínima não inferior a R$ 100 mil, paga pelo autor, a título de reparação dos danos causados aos familiares da vítima, conforme previsto no artigo 387, do Código de Processo Penal.
Atualmente, Ítalo se encontra no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, também na Grande BH. Se a Justiça aceitar a denúncia, ele será julgado pelo Tribunal do Júri.
O autor já tinha sido condenado a quase 40 anos de prisão pelos crimes de roubo (quatro condenações), estupro (três condenações), atentado violento ao pudor, furto e resistência.
Por JC Notícias
Foto: Arquivo Espacial FM
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