30/04/2026 às 08:34h
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra sete pessoas investigadas por envolvimento em um esquema de corrupção, fraudes na execução de contratos públicos e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), em Divinópolis.
O caso é resultado das investigações realizadas no âmbito da Operação Ghost Machine, que identificaram irregularidades na execução de contratos firmados pelo município.
De acordo com o MPMG, o grupo seria formado por um ex-secretário municipal e um servidor público efetivo, apontados como responsáveis por articular o esquema e receber vantagens indevidas. Também foram denunciados dois empresários, sócios de empresas contratadas pelo município, que teriam realizado pagamentos ilícitos em troca de benefícios nos contratos. Outros três denunciados, familiares de um dos agentes públicos, são apontados como responsáveis por atuar na ocultação e movimentação dos valores obtidos de forma irregular.
As investigações apontam que, entre 2022 e 2025, agentes públicos solicitavam e recebiam propinas para garantir a continuidade dos contratos e agilizar pagamentos. Para compensar os valores pagos ilegalmente, o grupo adulterava medições de serviços de locação de máquinas, inserindo informações falsas em boletins diários, com registro de horas de trabalho que não foram realizadas. Esses documentos eram validados por agentes públicos, o que resultava em pagamentos indevidos.
Segundo o MPMG, o ex-secretário municipal foi denunciado por cerca de 200 atos de corrupção passiva, com negociação de aproximadamente R$ 3,45 milhões em vantagens indevidas. O servidor público apontado como seu auxiliar direto responderá por cerca de 30 atos semelhantes.
A denúncia também descreve a prática de lavagem de dinheiro pelo grupo, com a movimentação de cerca de R$ 2,5 milhões por meio de contas bancárias de terceiros, incluindo familiares e uma empresa, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores.
Além disso, o ex-secretário foi denunciado por coação no curso do processo, por ameaçar de morte uma testemunha após a decretação de sua prisão, com o objetivo de interferir nas investigações.
O Ministério Público também pediu a condenação dos denunciados ao pagamento de R$ 4.101.748,80, como valor mínimo para reparação dos danos causados aos cofres públicos, com base nos prejuízos decorrentes das medições fraudulentas.
Com Informações do MPMG
Foto: Espacial FM
02/10/2025 - Polícia Civil aponta que clínicas fechadas em Juatuba eram de organização criminosa
01/10/2025 - Polícia procura suspeito de invadir restaurante e furtar dinheiro no bairro Providência
01/10/2025 - Suspeito de atingir homem nas costas com golpes de facão é preso pela Polícia Civil
01/10/2025 - Polícia encontra 850 quilos de maconha entre caixas de repolho dentro de caminhão
30/09/2025 - Motorista morre após carro capotar na rodovia do calçado em Perdigão
30/09/2025 - Três foragidos da Justiça são presos em Pará de Minas durante o fim de semana