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24/02/2020 às 09:00h

Coreia do Sul, Irã e Itália ficam em alerta máximo por propagação do coronavírus

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O novo coronavírus, considerado pela China a "emergência de saúde mais grave" desde 1949, obrigou neste domingo a Coreia do Sul a proclamar alerta máximo, a Itália a estabelecer quarentena em várias cidades e alguns países a fechar as fronteias com o Irã, principais focos do COVID-19.

Diante da multiplicação de casos no Irã (43 no total) e de mortes (oito) no Irã, Turquia, Jordânia, Paquistão e Afeganistão fecharam as fronteiras ou restringiram as viagens com destino ou origem neste país.

O vírus, que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, já matou 2.442 pessoas e infectou quase 77.000 na China continental. Também foi registrado em mais de 20 países, nos quais deixou 24 mortos.

A epidemia do novo coronavírus é "a maior emergência de saúde" na China desde a fundação do regime comunista comunista em 1949, afirmou o presidente Xi Jinping neste domingo.

"É necessário aprender com deficiências expostas" na resposta da China, completou Xi durante uma reunião oficial para coordenar a luta contra o vírus, um reconhecimento incomum por um líder chinês.

Diante do rápido aumento do número de contágios, o presidente sul-coreano Moon Jae-in decidiu estabelecer o mais elevado nível de alerta. A epidemia de COVID-19 está "em um momento decisivo. Os próximos dias serão cruciais", afirmou.

Com exceção do foco de infecção no cruzeiro "Diamond Princess" no Japão, a Coreia do Sul é o país com o maior número de pacientes, com 602 casos, incluindo quase 300 da seita cristã Shincheonji. Seis mortes foram registradas no território sul-coreano.

Dezoito membros da seita diagnosticados com o novo coronavírus retornaram de uma viagem de peregrinação a Israel, onde foi registrado o primeiro caso. Quase 200 estudantes que tiveram contato com turistas sul-coreanos foram colocados em quarentena.

Na Itália, o primeiro país da Europa a estabelecer uma quarentena, quase 52.000 pessoas estão em zonas de confinamento nas regiões da Lombardia e de Veneto.

- Carnaval de Veneza suspenso 

A primeira medida de confinamento no mundo foi anunciada em 23 de janeiro para os 11 milhões de habitantes de Wuhan, cidade na região central da China onde surgiu a epidemia.

O presidente de Veneto anunciou neste domingo a suspensão do carnaval de Veneza, que prosseguiria até terça-feira, assim como de todos os eventos esportivos na região.

A Itália tem 132 infectados, a nação europeia com o maior número de casos, de acordo com a Proteção Civil. Duas pessoas com mais de 70 anos morreram vítimas da doença no país nos últimos dias.

Países vizinhos da Itália, como França, Suíça e Áustria acompanham com atenção a situação. O ministro francês da Saúde, Olivier Veran, considera muito prováveis novos casos em seu território.

Como na Itália, o Irã, com oito mortos - país com mais vítimas fatais fora da China - e 43 infectados, adotou medidas drásticas para lutar contra a epidemia, incluindo o fechamento de centros de ensino em 14 províncias.

As autoridades de Teerã anunciaram que a capital, de 8 milhões de habitantes, será colocada em quarentena em caso de aumento dos casos.

- Riscos de expansão -

Na China, o balanço subiu para 2.442 mortos, após o anúncio de 97 novas vítimas fatais. Com exceção de uma, todas aconteceram na província central de Hubei, epicentro da doença.

O ministério da Saúde informou 648 novos contágios, o que aproxima de 77.000 a quantidade de casos no país

Mas é a propagação fora do país que gera grande preocupação.

Fonte: em.com.br

Foto: AFP


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