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22/07/2021 às 10:42h

Minas Gerais já registra um foco de incêndio a cada três horas

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Ano após ano, os meses entre julho e outubro continuam a representar um risco para as áreas de vegetação, que sofrem rotineiramente com as queimadas. Neste ano, em Minas Gerais, a preocupação é ainda maior devido à possibilidade de um período mais severo de estiagem, o que facilita a propagação das chamas. Segundo dados do Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), os satélites do órgão já captaram, até o último dia 20, 2.125 focos de incêndio no Estado, o que equivale a um incêndio a cada três horas. O número é quase do dobro do mesmo período do ano passado, quando ocorreram 1.119 registros.

A situação já acendeu o alerta no Instituto Estadual de Florestas (IEF), que também notou um aumento de queimadas acima da média histórica em Minas Gerais. Somente neste ano, até o último dia 19, foram 202 ocorrências apenas em áreas que estão sob a administração do Estado.
O diretor geral do IEF, Antônio Malard, diz que o órgão já trabalha com perspectiva de um ano ainda mais crítico na frequência de queimadas, assim como foi em 2020. “Em 99% dos casos, são incêndios provocados pela ação humana, que mesmo sem a intenção. Temos trabalhado para agir contra esses incêndios de maneira mais rápida para evitar queimadas de grandes proporções”, explica o diretor geral.

Falta de chuvas

No último período chuvoso (de outubro de 2020 a março de 2021), o índice de precipitação foi abaixo da média em quase todo território mineiro. Caso esse cenário se repita, o desafio será ainda mais intenso, segundo o IEF. “Às vezes, as chuvas podem até vir em baixa intensidade, mas só de vir já quebram uma dinâmica maior de tempo seco. No melhor dos cenários, esperamos uma chuva, mesmo que pequena, no mês de setembro”, analisa.

Até agora, a maioria das ocorrências ocorreu fora das zonas de preservação, nas chamadas áreas externas – pontos que cercam os parques e ajudam a amortecer os impactos das queimadas. “É uma guimba de cigarro acesa arremessada para fora do carro ou mesmo uma queima controlada dentro de uma fazenda, mas que fogem do controle e propiciam grandes incêndios, como sempre ocorreu”, finaliza Malard.

Novas ideias contra queimadas

Neste ano, segundo o IEF, novas técnicas de combate e prevenção aos incêndios estão sendo adotadas para minimizar o impacto das queimadas. Uma das novidades, que começou a ser testada no ano passado e que já está em prática em 2021, é a queima controlada nas áreas verdes.

“Nesse caso o fogo é o nosso aliado. Pegamos algumas áreas pequenas, onde historicamente o fogo tem início, e fazemos uma queima controlada para, assim, evitar que esses locais voltem a registrar focos de incêndio”, explica o diretor-geral do IEF, Antônio Malard.

A primeira ação aconteceu no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde também ocorreu o treinamento de bombeiros e brigadistas que vão atuar no combate às ocorrências.

Os recursos para o trabalho de controle das chamas, neste ano, estão na ordem de R$ 40 milhões, que serão investidos em atividades de prevenção e na contratação de novas equipes.

O Estado contará com 252 brigadistas, pelos próximos cem dias, além do acréscimo de 115 profissionais que foram contratados em abril e permanecerão à disposição do IEF até abril de 2022.

Período seco deve terminar em outubro

Assim como 2020, o período seco em Minas Gerais promete ser crítico. Segundo o meteorologista da Geoclima, Heriberto Dos Anjos, a estiagem deve permanecer pelo menos até outubro. “A tendência é que só a partir de outubro o tempo seco possa dar uma trégua, mas, nesse período mais crítico, que compreende os meses de julho, agosto e setembro, vão estar bem próximos do limite aceitável”, analisa.

Atualmente, há uma massa de ar seco e frio que vem do Sul do Brasil em direção a Minas Gerais, e por isso não há previsão de chuva. Neste momento, a umidade relativa do ar está em torno de 30%, número que é considerado estado de atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O ideal é acima de 60%.

No ano passado, os estragos causados pelos incêndios foram grandes. Só na serra do Cipó, quase 2.000 hectares foram consumidos pelo fogo.

Fonte: O Tempo

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