Nesta semana é celebrado o Dia Internacional dos Museus, data que reforça a importância desses espaços na preservação da cultura e da identidade de um povo. Mais do que guardar objetos antigos, os museus funcionam como pontes entre diferentes gerações, mantendo vivas histórias, tradições e personagens.
Em Pará de Minas, esse papel é desempenhado pelo Museu Histórico, Documental, Fotográfico e do Som, o MUSPAM. O diretor do espaço, Alaércio Delfino, destaca a importância da data para a valorização da memória coletiva:
Clique e ouça Alaércio Delfino,
O MUSPAM foi inaugurado em 10 de fevereiro de 1984, com apoio da antiga Aspac, e funciona em um imóvel considerado um dos mais antigos da cidade, localizado na rua Manoel Batista, número 51, no centro da cidade.
Desde então, o espaço reúne documentos, fotografias, objetos históricos e registros sonoros que ajudam a contar a trajetória de Pará de Minas e de personagens importantes para o município. Entre os nomes preservados pelo acervo estão figuras como o venerável Padre Libério que conta, inclusive, com áudios de uma missa no fim da década de 70:
Clique e ouça Padre Libério:
E, também, Benjamin de Oliveira, considerado o palhaço negro mais importante do país, com um disco gravado em 1910:
Clique e ouça Benjamin de Oliveira:
Além disso, o espaço conta com exposições fixas como a da antiga igreja e da tradicional cozinha mineira e, também, mostras temporárias ao longo do ano.
Alaércio reforça ainda que a participação da população é essencial no processo de manter esse patrimônio vivo, seja por meio de visitas, compartilhamento de histórias ou doações de materiais que ajudam a ampliar o acervo:
Clique e ouça Alaércio Delfino,
Hoje, o MUSPAM também atua como um espaço de convivência e incentivo à cultura. Entre os projetos desenvolvidos estão o “Quinta no Museu”, que mistura música e arte, o “Guardas no Museu”, valorizando as guardas tradicionais do município, além do Projeto Historiar, realizado em parceria com escolas da rede municipal.
O museu ainda promove atividades voltadas para o bem-estar e inclusão, como o projeto “Ser”, com yoga na cadeira para pessoas com mobilidade reduzida, e o “Vivendo a Maturidade”, destinado a mulheres acima de 60 anos.
Para participar ou simplesmente visitar, o funciona se dá de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, com possibilidade de agendamento para visitas escolares e acesso mais detalhado ao acervo histórico e documental.
Por Sarah Faria
Foto: Espacial FM
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