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26/02/2021 às 07:59h

Pais fazem nova manifestação para retorno das aulas presenciais nas escolas de Pará de Minas

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Nessa quinta-feira (25), uma nova manifestação para retorno das aulas presenciais foi realizada em Pará de Minas. O ato foi feito por pais e responsáveis de alunos da rede particular e pública da cidade, na porta da Prefeitura, onde os manifestantes afixaram cartazes produzidos pelos filhos estudantes com mensagens de protesto.

Eles defendem a adoção de protocolos de segurança contra a Covid-19, que poderia ter sido criado há mais tempo ou a reabertura imediata das escolas, mesmo que seja em modelo híbrido, em que parte dos estudantes frequenta as aulas e outra segue com as atividades à distância, através de uma escala de rodízio.

Fernanda Mendes, moradora do bairro São José, mãe de duas filhas de 8 e 13 anos acredita que a escola também deveria ser classificada como serviço essencial, e por isso, decidiu participar do movimento pedindo o retorno das aulas presenciais em Pará de Minas, já que vários estabelecimentos, como bares foram autorizados a funcionar:

Clique e ouça Fernanda Mendes

Juliana Brochado, moradora do bairro Castelo Branco, também participou do movimento e afirma que está preocupada com o desenvolvimento das duas filhas de 6 anos, que estão há quase um ano em casa, fora do ambiente escolar:

Clique e ouça Juliana Brochado

A advogada Graziele Máximo, mãe de duas filhas de 4 meses e outra de 6 anos, acredita que o modelo remoto de ensino prejudica bastante as crianças, que estão mais expostas a telas de computadores:

Clique e ouça Graziele Máximo

Demetrius Bittencourt, morador do bairro São José, tem duas filhas de 8 anos. Ele acredita que nesse quase um ano de escolas fechadas, a Prefeitura já poderia ter estudado e criado um protocolo com medidas de segurança para o retorno das aulas presenciais no município. O pai das estudantes ainda afirma que gostaria de ter o direito de escolha quanto ao retorno de suas crianças para a escola:

Clique e ouça Demetrius Bittencourt

Os jovens Gabriel Lopes e Fernando Pereira de 11 anos também estiveram na manifestação e afirmam que querem voltar a estudar dentro de uma sala de aula o mais rápido possível:

Clique e ouça Gabriel e Fernando

Nossa reportagem conversou com o procurador-geral do município, Hernando Fernandes, o qual explicou que respeita tanto as manifestações pela volta as aulas presenciais, quanto os movimentos contrários ao retorno, porém, a prefeitura e o Comitê Gestor Municipal de Enfrentamento a Covid-19, ainda estuda a possibilidade dos estudantes voltarem as salas de aula. Ele também responde os questionamentos quanto a demora em se criar protocolos:

Clique e ouça Hernando Fernandes

O procurador também respondeu as críticas com relação a abrir os bares e não as escolas. Segundo ele, a determinação é feita pelo Estado:

Clique e ouça Hernando Fernandes

Na última quarta-feira (24), o Governo de Minas apresentou novo protocolo de saúde para a volta às aulas presenciais no Estado, por meio de um modelo híbrido, mantendo o ensino remoto, apontando a necessidade de um retorno seguro, com regras de distanciamento e de higienização, além de ser facultativo, ou seja, que depende da concordância dos pais para que jovens e crianças frequentem as aulas presenciais.

O protocolo também estabelece que o retorno aconteça de maneira gradual e alternada. A volta às aulas presenciais só será permitida aos municípios que estiverem nas ondas verde e amarela do Minas Consciente. Ou seja, ela apenas acontecerá nos municípios onde o retorno às aulas presenciais for autorizado pelo poder municipal, mesmo nas escolas estaduais.

Ainda segundo o Governo de Minas, todas as escolas estaduais seguirão estratégia educacional da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG). No caso das instituições de ensino municipais e particulares, cabe a cada município avaliar se vai aderir ao protocolo estadual ou se a prefeitura desejará criar suas próprias regras para o funcionamento.

Por Sérgio Viana

Fotos: Espacial FM


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