29/04/2025 às 07:36h
Imagine a situação: você ganha um salário mínimo, e na empresa onde você trabalha há o reajuste salarial todos os anos. Mas, apesar de seus colegas de trabalho ganharem o aumento nos vencimentos, você continua recebendo o mínimo.
É isso que está acontecendo com um grupo de servidores da Prefeitura de Pará de Minas, como serventes escolares, auxiliares de serviços gerais e vigias, cujo salário-base é menor que o valor do salário mínimo e, como não é permitido pagar menos de um salário mínimo, eles precisam receber um complemento para se chegar no piso.
Revoltadas com a situação, que já vem de anos, serventes escolares recorreram à Câmara para tentar uma solução. Um dos vereadores que elas procuraram foi Vinícius Alves:
Clique e Ouça Vinícius Alves
Ao todo, a rede de educação municipal tem 355 serventes. Para explicar o porque as profissionais não ganham mais que o mínimo, vamos aos números: Como já informamos, elas recebem um salário-base menor que o valor do salário mínimo e precisam de um complemento mensal para se chegar ao piso, atualmente de R$ 1.518.
Até 2024, as serventes escolares ganhavam como salário-base R$ 1.396, 35, e para se chegar ao mínimo de R$ 1.518, recebiam um complemento de R$ 121,85.
Com o reajuste de 4,83%, o salário-base passou a ser de R$ 1.463,77, mas o complemento diminuiu para cerca de R$ 55, ou seja, as profissionais não tiveram aumento real. E ainda tem o desconto da Paraprev, regime próprio de previdência dos servidores públicos, de 11%.
A Secretaria de Educação informou que um projeto de lei para corrigir o salário-base das serventes está sendo elaborado na prefeitura. Além dessa categoria, a matéria também vai englobar diretores, vice-diretores e secretários escolares.
No caso das serventes, a ideia é elevar o salário-base para o valor do mínimo sem que elas precisem receber o complemento, desta forma, a partir dos próximos anos, quando houver o reajuste, a categoria receberá o aumento proposta pela administração, como confirma o vereador Vinícius Alves:
Clique e Ouça Vinícius Alves
O texto está na fase de impacto orçamentário e ainda não há previsão de quando será encaminhado para a Câmara Municipal.
Por JC Notícias
Fotos: Espacial FM
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