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26/01/2021 às 08:56h

Vale de lama: educadora ambiental destaca prejuízos causados pelo crime de Brumadinho na natureza e na vida dos povos ribeirinhos

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Na última segunda-feira (25), completaram-se dois anos do maior crime ambiental já cometido no Brasil e um dos maiores do mundo. Nesse mesmo dia em 2019, a barragem II da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho-MG, de responsabilidade da mineradora Vale do Rio Doce se rompeu, após a estrutura não conseguir comportar o excesso de rejeitos de minério de ferro.

A maioria dos funcionários que atuavam no local foram levados pela lama e soterrados, perdendo, assim, suas vidas e seus futuros. Para lembrar os dois anos da tragédia, o Jornal da Cidade passou a exibir, desde segunda (25), uma série de reportagens especiais com agentes que atuaram diretamente no local das buscas.

Além disso, estamos repercutindo os reflexos deixados pelo mar de lama que atingiu o Rio Paraopeba, causando devastação ambiental e impactando diretamente na vida de muitos que dependiam do curso d’água, como Pará de Minas, por exemplo, que abastecia sua população usando o recurso hídrico.

Na segunda reportagem da série especial "Vale de Lama - 2 anos do crime em Brumadinho", nossa equipe conversou com a educadora ambiental Sônia Naime. Ela que há anos se engaja na causa do meio ambiente destaca os prejuízos que o crime cometido pela Vale em Brumadinho causou na natureza e na vida de quem dependia dos recursos naturais:

Clique e ouça Sônia Naime

Sônia chama a atenção para a situação dos povos ribeirinhos que vivem às margens do Rio Paraopeba. Ela afirma que há muita desinformação e falta de apoio por parte da Vale do Rio Doce e, também, dos municípios atingidos:

Clique e ouça Sônia Naime

Por fim, a educadora ambiental comenta como as cidades foram prejudicadas após a contaminação do Rio Paraopeba com os rejeitos provenientes do crime ambiental causado pela Vale do Rio Doce. Ela ainda cobra mais informações e ações efetivas por parte da mineradora:

Clique e ouça Sônia Naime

O crime provocado pela mineradora Vale do Rio Doce fez 270 vítimas, desse número, 259 foram identificadas e encontradas nos rejeitos da barragem e 11 permanecem desaparecidas.

Como indenização, acordos individuais e coletivos foram feitos entre as famílias e a Vale do Rio Doce. Além disso, a mineradora tem feito investimentos nas cidades afetadas pelo rompimento da barragem e, também, no meio ambiente, nas margens do Rio Paraopeba, que foi considerado morto por especialistas na área ambiental.

Em relação a operação, o estado de Minas Gerais pleiteia com a Vale uma multa bilionária para ressarcir todo o gasto feito nas buscas pelas vítimas da tragédia em Brumadinho. Até hoje, o processo de indenização segue na justiça.

Na reportagem de amanhã, você vai ouvir o relato da representante dos atingidos pela lama de Brumadinho. Não perca

Por Henrique Silva

Fotos: Rádio Espacial FM


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