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25/01/2021 às 08:53h

“Vale de Lama”: porta-voz do Corpo de Bombeiros faz balanço da mais longa operação de salvamento já realizada no mundo

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Nesta segunda-feira (25), completam-se dois anos do maior crime ambiental já cometido no Brasil e um dos maiores do mundo. Nesse mesmo dia em 2019, a barragem II da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho-MG, de responsabilidade da mineradora Vale do Rio Doce se rompeu, após a estrutura não conseguir comportar o excesso de rejeitos de minério de ferro.

A maioria dos funcionários que atuavam no local foram levados pela lama e soterrados, perdendo, assim, suas vidas e seus futuros. Para lembrar os dois anos da tragédia, o Jornal da Cidade passa a partir desta segunda (25) a exibir uma série de reportagens especiais com agentes que atuaram diretamente no local das buscas.

Além disso, vamos repercutir os reflexos deixados pelo mar de lama que atingiu o Rio Paraopeba, causando devastação ambiental e impactando diretamente a vida de muitos que dependiam do curso d’água, como Pará de Minas, por exemplo, que abastecia sua população usando o recurso hídrico.

Na primeira reportagem da série especial "Vale de Lama - 2 anos do crime em Brumadinho", nossa equipe conversou com um dos principais nomes envolvidos na tragédia causada pela mineradora Vale do Rio Doce, o Tenente do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Pedro Aihara, que é o porta-voz de tudo que acontece na operação de buscas aos sobreviventes que dura até hoje.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, ele faz um balanço dos dois anos do crime de Brumadinho:

Clique e ouça Pedro Aihara

Tenente Pedro destaca o sentimento ao encontrar vítimas da tragédia e os motivos que fazem a operação de buscas permanecer ativa até hoje:

Clique e ouça Pedro Aihara

O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ressalta ainda que durante a pandemia de Covid-19, houve uma interrupção nas buscas, mas após protocolos de segurança serem produzidos, a procura pelas vítimas retornaram em agosto de 2020.

Ele ainda informa o número de militares que participaram da operação desde seu início, em janeiro de 2019:

Clique e ouça Pedro Aihara

O crime provocado pela mineradora Vale do Rio Doce fez 270 vítimas, desse número, 259 foram identificadas e encontradas nos rejeitos da barragem e 11 permanecem desaparecidas.

Como indenização, acordos individuais e coletivos foram feitos entre as famílias e a Vale do Rio Doce. Além disso, a mineradora tem feito investimentos nas cidades afetadas pelo rompimento da barragem e, também, no meio ambiente, nas margens do Rio Paraopeba, que foi considerado morto por especialistas na área ambiental.

Em relação a operação, o estado de Minas Gerais pleiteia com a Vale uma multa bilionária para ressarcir todo o gasto feito nas buscas pelas vítimas da tragédia em Brumadinho. Até hoje, o processo de indenização segue na justiça.

Na reportagem de amanhã, você vai saber como o meio ambiente e os ribeirinhos do Rio Paraopeba estão após dois anos do crime de Brumadinho. Não perca

Por Henrique Silva

Fotos: Rádio Espacial FM | Arquivo pessoal Ten. Pedro Aihara


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