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13/02/2026 às 20:57h

Homem que matou estudante de Pará de Minas nega abuso e apresenta versão contraditória, dizendo que agiu por legítima defesa

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A Polícia Civil informou nessa sexta-feira (13/2) que Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, que matou a estudante de Pará de Minas, Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, estava em regime semiaberto domiciliar e deveria ter retornado para instalar a tornozeleira eletrônica, o que não ocorreu. Ele foi preso na última quinta-feira (12) e encaminhado ao Presídio de Floramar, em Divinópolis. Segundo os investigadores, o suspeito tem três condenações por estupro, duas delas combinadas com roubo. Em um dos casos, houve também tentativa de homicídio.

 

Durante coletiva de imprensa, os delegados detalharam a cronologia do crime que aconteceu em Juatuba, na Grande BH. No mesmo dia, Ítalo foi até a casa da mãe, machucado e ensanguentado, dizendo que havia apanhado de dois homens e que precisava fugir para Belo Horizonte. Depois disso, conforme já informado pela nossa reportagem, o criminoso tomou banho, pediu dinheiro à mãe e desapareceu.

 

Como o crime aconteceu ali perto, a família pressionou Ítalo que confessou o crime para a mãe. Em seguida, os parentes repassaram as informações à polícia, o que permitiu o início das buscas.


Na terça-feira (10), por volta das 9h30, a família de Vanessa registrou o desaparecimento. Poucas horas depois, por volta das 13h, o corpo da jovem foi encontrado, após um fotógrafo usar um drone em busca da vítima. Os delegados destacaram que a família do suspeito não colaborou com a fuga, que terminou na última quinta-feira (12/2), quando o suspeito foi localizado em Carmo do Cajuru, conforme já divulgado pela Espacial. 


Ítalo confessou o homicídio, mas negou o abuso sexual, que precisará ser comprovado por meio dos laudos periciais. Ele alegou que o crime aconteceu sem motivo, conformo afirmou o delegado André Luiz Cândido.


Segundo a Polícia Civil, o suspeito não demonstrou emoção ao falar do crime, mas reagiu ao comentar as consequências para a família, que passou a ser ameaçada, inclusive a mãe, que não tem nada a ver com o crime.

 

Ainda segundo o delegado, o investigado alegou ter agido em legítima defesa após usar drogas com a vítima, versão considerada incompatível com os indícios já reunidos. Os fatos já demonstram que essa versão não condiz com a realidade apresentada até o momento, afirmou o delegado.

 

À polícia, o suspeito disse que ofereceu maconha e crack à jovem e que ela teria “enlouquecido” após o consumo, passando a agredi-lo. O delegado informou ainda que exames preliminares apontaram marcas de lesão no rosto e na região genital da vítima, o que pode indicar violência sexual. 


A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que vítima e suspeito não se conheciam e que o encontro foi por acaso, em um ponto onde ele costumava permanecer para usar drogas. Conforme já informado para nossa reportagem, a PC suspeito que o crime foi premeditado, já que ele conhecida muito bem o local. 


Conforme já informado, o suspeito tem passagens pelo sistema prisional desde 2003 e já foi condenado por crimes patrimoniais e sexuais, incluindo estupro, tendo passado cerca de 23 anos preso. Segundo a corporação, ele havia obtido progressão de pena após reclassificação judicial de condenação por tráfico para uso de drogas, o que permitiu a saída do regime fechado. 

 

Por JC Notícias 

Foto: Espacial FM….

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