01/11/2025 às 08:44h
Em Divinópolis, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta sexta-feira (31/10), com indiciamento, o inquérito policial que apurou a atuação de um homem, de 41 anos, suspeito de praticar os crimes de extorsão e agiotagem. O investigado foi preso preventivamente no último dia 24.
As investigações
revelaram que o homem realizava empréstimos informais para diversas
pessoas, cobrando juros abusivos e utilizando ameaças e intimidações
para forçar o pagamento das dívidas. Ele costumava comparecer
pessoalmente aos locais de trabalho das vítimas para efetuar as
cobranças, muitas vezes de forma agressiva, o que lhes causava
sofrimento emocional e constrangimento público.
Conforme apurado, uma
das vítimas chegou a ser obrigada a assinar um contrato de cessão
de 50% de seu estabelecimento comercial em favor do investigado. O
documento simulava uma transação legítima, mas servia apenas para
consolidar o domínio financeiro e intimidatório exercido por ele.
Mesmo após o repasse de valores significativos, o suspeito
continuava com a exigência de novas quantias, perpetuando o ciclo de
exploração econômica e psicológica.
Uma idosa, mãe de uma
das vítimas, relatou em depoimento que chegou a contrair empréstimos
bancários e utilizar parte de sua pensão para ajudar o filho,
diante das ameaças e pressões constantes feitas pelo investigado,
que a deixavam temerosa pela integridade física de ambos.
Ação policial
Durante o cumprimento de
mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, no bairro
Porto Velho, foram apreendidos três veículos de luxo, além de
diversos documentos e notas promissórias que reforçam as provas da
atividade criminosa.
Com os elementos
reunidos pela equipe da Delegacia Regional de Polícia Civil em
Divinópolis, o homem foi indiciado pelos crimes de extorsão e
contra a economia popular (pela prática de agiotagem), e o inquérito
remetido ao Poder Judiciário.
De acordo com o delegado
Vivalde Levilesse, existem outras ocorrências em que o mesmo homem é
apontado como suspeito. Todas seguem o mesmo modo de agir, envolvendo
empréstimos ilegais, cobrança de juros abusivos, simulação de
contratos e ameaças às vítimas. As investigações prosseguem com
o objetivo de identificar novas possíveis vítimas.
Por JCNoticias
Foto: PCMG
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